" há mais mistérios entre o céu e a terra que supõe a nossa vâ filosofia "
Shakespeare
Passado mais de um ano, é caso para perguntar: o
que foi feito? Como o agravamento da nossa degradação social demonstra,
foi feito NADA! Por isso permanecemos mais desesperados, com menos
esperança, sem ver caminho para o futuro, mais reféns de toda esta
infâmia!
Isto não pode continuar assim. Esta luta é de todos, ou nunca será vencida!
Segundo
indaguei, junto de jornalistas, e tem sido confirmado, de forma velada,
por alguns comentadores televisivos, este documento começou por ser
enviado às entidades nele referidas, no primeiro semestre do ano de
2003. Depois foi enviado a todos os órgãos de comunicação social e
agências noticiosas. Tendo sido, igualmente, ignorado, apesar da
gravidade (e verosimilhança) do seu conteúdo. Finalmente, foi publicado
num “blog” conhecido pelo nome de “MUITO MENTIROSO”.
Como, até agora, apesar de ser facilmente constatável a veracidade
do seu conteúdo, (que transparece, todos os dias, na nossa negra
realidade) não mereceu a atenção que merece, como se pode verificar pela
continuidade desta nossa escabrosa realidade, de todos os dias, aqui
fica, novamente, à atenção de todos. Solicito que sejam feitas cópias e
enviadas a todas as entidades e a todos os endereços de “e-mail”, dos
vossos contactos.
Não pode ser assim! Um documento tão importante não pode ser
ignorado, enquanto a nossa vida comum se continua a degradar, devido às
situações escandalosas que relata e em que "tropeçamos" todos os dias.
Esta bandalheira tem de acabar!
Relatório do GOVD
Que dizem integrar elementos da PJ e SIS
Transcrição:
“Para:
Presidente da República / Primeiro-ministro / Ministra da Justiça /
Procurador Geral da República / Juiz Rui Teixeira / Presidente do PSD /
Dr. Pedro Santana Lopes (PSD) / Secretário Geral do PS / Presidente do
CDS // Secretário Geral do PCP / Dr. Francisco Louça (BE) / Dr. Adelino
Salvado, Director Nacional da PJ,
Somos o GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática. Somos um
grupo de cidadãos, homens e mulheres, que integre também vários
profissionais das Polícias e Serviços Secretos Portugueses. Somos
democratas e defendemos um Estado de Direito, em que as polícias devem
estar ao serviço da comunidade, para proteger o Estado e os cidadãos.
Para isso têm que estar ao serviço duma Justiça Verdadeira. Somos contra
a corrupção, extorsão, calúnias e contra o uso do crachá para
benefícios próprios… Infelizmente, somos necessários e temos que usar a
clandestinidade.
Em relação ao processo “Casa Pia”, chegou a altura de dizer “BASTA!”
e denunciar a teia que se construiu à volta de alguns cidadãos
inocentes; e que continua a ser “tecida” com os dados viciados, de
algumas pessoas da Polícia Judiciária (constituídas em Associação
Criminosa, com ramificações a várias actividades ilícitas) e do
Ministério Público.
Os verdadeiros pederastas e traficantes andam à solta, na Casa Pia,
no Governo, na Comunicação Social, na Magistratura e na Alta Sociedade.
Este processo chegou a uma situação insustentável e sinistra. Por isso
decidimos actuar! Por enquanto, junto de altas entidades responsáveis;
seguidamente iremos para a Comunicação Social Portuguesa e estrangeira.
Comecemos, este relatório, pelo ano de 1996:
Uma brigada da PJ, chefiada por Ana Paula, descobre criminalidade
pedófila, no Parque Eduardo VII e nos Jerónimos, com envolvimento,
preponderante, de alunos da Casa Pia, de várias idades. A actual
coordenadora de investigação criminal, Rosa Mota, tentou parar a
investigação, dizendo, a Ana Paula, que era uma questão “muito
perigosa”. Esta, no entanto, continuou; e organizou um ficheiro dos
miúdos. Repare-se que, neste ano, já Pedro Strecht “acompanhava” os
alunos da Casa Pia. Os miúdos mostraram casas no Restelo, Cascais e
Coruche. Um deputado europeu foi apanhado em flagrante. Ana Paula
recebeu “ordens” para “esquecer o sujeito”. Não obedeceu totalmente e,
como consequência, os elementos que trabalhavam com ela foram
perseguidos, acabando por pedir transferência. Mesmo assim, Ana Paula
ainda descobriu muito, de muitas figuras, e também filmes domésticos.
Foi afastada da Brigada e “posta na prateleira”.
Quatro ou cinco anos mais tarde, (no início deste século, portanto)
foi “apertada” pelo Dr. Rui Pereira, Director do SIS, e pelo chefe
Basílio, também do SIS, que queriam “informações” sobre o caso dos
miúdos. Basílio queria elaborar um dossier que estabelecesse a ligação
entre políticos do PS, figuras ligadas a esse partido, e a
homossexualidade. Ele, e colaboradores, andaram a entrevistar miúdos e
adolescentes, nas zonas de prostituição masculina e nas cadeias.
Chegavam a mostrar fotografias. Depois deste “aperto”, Ana Paula pediu a
transferência para o terrorismo.
Depois de colocarem Ana Paula “na prateleira”, nomearam Dias André.
Este enriqueceu rapidamente, comprando mesmo uma moradia, no valor de
cem mil contos. A sua ligação ao tráfico de droga, “oficial”, dentro da
PJ e/ou a chantagem com material pedófilo, justificam bem o seu valioso
património actual (oficial e clandestino), que está muito acima do
milhão de contos. De sublinhar que tem mesmo um processo por extorsão.
Este património é, no entanto, inferior ao de Dias Costa (reformado tão
depressa), ao do seu chefe Paulo Rebelo (vários milhões de contos), que é
afilhado de Laborinho Lúcioi, Luís Neves Baptista, Ilídio Neves Luís,
etc. Este é outro “filme”, com actores que são comuns.
Quando foi nomeado, Dias André mandou retirar, rapidamente, o
“dossier do Parque”. Entretanto, “desapareceu” também, um conjunto de
fotografias de miúdos nus, numa residência situada em Cascais, onde foi
assassinado um indivíduo do “jet-set” (Burnay). Dias André terá, no
entanto, guardado parte do ficheiro, que está agora atentar utilizar no
Processo Casa Pia, para forjar provas e para encontrar jovens que
testemunhem, com mentiras.
O que é notável é que Dias André foi suspenso por extorsão
(trabalhando em conjunto com o seu irmão da PSP) e, mesmo suspenso,
frequentou o curso para a chefia. Dependendo (só em teoria, porque ele
próprio afiram que manda nela) da coordenadora Rosa Mota, pediram-lhe
para levantar a suspensão. Fizeram este “pedido”, à coordenadora, entre
outros, o Dr. Gonçalves Pereira e Bonina, o Procurador-Geral e adjunto
Agostinho Homem e o Juiz Desembargador Trigo de Mesquita (sorteados para
analisar os recursos de Carlos Cruz e Paulo Pedroso, como nos sorteios
dos árbitros de futebol).
Foi o Dr. Fernando Negrão, apoiado pela Dra. Leontina, que ainda é
Sub-directora, quem manteve a suspensão. Pagaria caro, mais tarde, pela
mão do Dr. Cunha Rodrigues.
Dias André foi “introduzido”, no meio jornalístico, por Moita Flores
e pelo inspector-chefe Teixeira. Assim conheceu a sobrinha de Cunha
Rodrigues, no Diário de Notícias (que veio a ser testemunha-chave,
contra o Dr. Fernando Negrão); Jorge Soares, do Correio da Manhã (que
tem, hoje, como “braço armado”, Octávio Lopes, com a cumplicidade de
Octávio Ribeiro); Felícia Cabrita, do Expresso e da SIC; Paula Crvalho,
do Público. Entretanto, um tal Câmara, do Diário de Notícias, foi
identificado pelos miúdos. O caso (mais este) também foi “abafado”. A
Paula Casou com um elemento da Brigada. São visita da casa de Pedro
Strecht.
Felícia Cabrita, dormindo com o inspector-chefe Teixeira e com
Orlando Romano, foi autorizada a acompanhar a Brigada de Homicídios.
Começou assim, Felícia Cabrita, (muito através da sedução, como ela
própria confessa, publicamente) a ter responsabilidades e protagonismo
na “criação” de factos e de histórias, que vêm a culminar no Processo
Casa Pia, actuando como “braço direito” de Dias André, com quem anda,
frequentemente, no carro da PJ e não só.
Depois de Cunha Rodrigues ter “abatido” Fernando Negrão e
“escondido” muitos processos da Alta Autoridade Contra a Corrupção
(quando esta foi extinta), estes foram utilizados, como chantagem, sobre
muitas pessoas da vida política, económica e financeira. Rosa Mota e
Dias André são catapultados para o topo.
O Dr. Bonina faz uma reestruturação e, para surpresa de todos na PJ,
Rosa Mota é colocada nos “crimes sexuais” sem qualquer experiência de
investigação (o seu currículo era mais de colaboração com a Interpol).
Assim, fica nas mãos de Dias André, que ela, estranhamente, leva
consigo, transformando-se, rapidamente, em sua “marioneta. Leva-o para
todas as reuniões e é ele quem fala. Perdeu todo o respeito da PJ e é,
hoje, motivo de galhofa. Dela se contam várias histórias e anedotas,
nomeadamente sobre a sua vida sexual de lésbica.
Dias André é perigoso! Lança mão de todos os meios, principalmente
os ilícitos, para atingir os seus fins. Desobedece, livre e impunemente,
aos Chefes e Directores. Chegou a gabar-se de “estar a fazer a cama” à
sub-directora Dra. Leontina, que foi, durante muitos anos, coordenadora
dos crimes sexuais, inclusivamente quando aí trabalhava o agente Caetano
(que interveio no processo de 1982, da casa de Jorge Ritto).
Caetano cumpriu, entretanto, oito anos duma pena de doze, por
extorsão. Suspeita-se que, recentemente, tenha recebido bastante
dinheiro, de Dias André, para dizer que os miúdos que referiram Carlos
Cruz, em 1982, eram credíveis. Mas a história é outra: ele disse, aos
colegas antigos, que “os putos tinham tentado incriminar figuras
públicas, como Carlos Cruz, mas era tudo mentira”. Até conseguiu
identificar, segundo contou, o indivíduo que se fazia passar por Carlos
Cruz, porque achava graça que os miúdos o confundissem.
Dias André gosta de beber. E, “com os copos”, fala bastante. Foi
“com os copos” que disse, a quem o quis ouvir, que: “graças ao Moita
Flores, tinha encontrado, no Alentejo, um processo antigo, que provava
que, o grande amigo e assistente de Carlos Cruz, “comia” putos”. E,
também “com os copos”, disse, a um colega, que andava atrás de Carlos
Cruz.
Em Janeiro de 2003, Dias André disse, à Dra. Isabel Polónio, que ia
fazer prisões. Que ia “tirar o ar” às suas vítimas, para que elas
reagissem. Os que “se mexessem” eram presos.
Felícia Cabrita já tinha o “seu papel” definido: criar situações e
controlar a publicação de notícias, para intoxicar; baralhar para
confundir. Também nessa altura, esta “jornalista” teve um encontro com o
Eng. Paes do Amaral, patrão da TVI (ligação à Moderna, lavagem de
dinheiro, ligação à Colômbia e homossexualidade). Tinha, assim, na mão a
TVI e o Portugal Diário na Internet, que começaram a contradizer o que
tinham ouvido antes, sobre a inocência de Carlos Cruz, nos depoimentos
já obtidos.
Diz-se mesmo (não confirmado) que existem fotos de Paes do Amaral
com miúdos. Por isso é chantageado e chantageável. Paga, e põe a TVI ao
serviço da “jogada”. Entrou em “pânico” quando soube que Sá Fernandes
(avençado da TVI) ia ser odvogado do apresentador. Ele, Dias André, João
Guerra, Catalina Pestana e Octávio Lopes, tentam retirar Sá Fernandes
da defesa de Carlos Cruz.
As “estratégias” das duas prisões de 31 de Janeiro de 2003
Com Hugo Marçal foi usada a “técnica” de o assustar: com várias
ameaças, pelo telefone. Mas, ao contrário do que se esperava, Marçal não
fugiu.
De Ferreira Dinis encarregou-se Felícia Cabrita, que levava dois
planos: pagou a um miúdo para bater à porta do médico. O miúdo receberia
mais, se chegasse a ter alguma intimidade com Dinis. Não resultou. E
parece que há testemunhas que foram à PJ declarar que viram, a Cabrita, a
pagar. Resta saber onde estão estes depoimentos.
Felícia avançou, então, para o “plano B”: simulou que a estavam a
tentar atropelar (como foi visto na SIC). O miúdo, assustado, confessou
conhecer, a Cabrita, através de Dias André.
Quanto a Carlos Cruz, a Dra, Isabel Polónio deu conhecimento ao
Director, Dr. Artur Pereira. Dias André não contava com isso. Aquele
convocou uma reunião para o dia 30 de Janeiro. O duo Rosa Mota / Dias
André, não levou o processo. Limitaram-se a dizer que três testemunhas
reconheciam Carlos Cruz e que o Ministério Público já tinha decidido
passar os mandados de detenção. O Dr, Artur Pereira “não engoliu”. Disse
que as provas eram insuficientes e que a investigação devia prosseguir.
Também se falou de Políticos e Ministros e o Director Nacional foi
informado. Dias André, com a sua arrogância, irritou o Dr. Artur
Pereira, que deu uma ordem: _ “nada de detenções; nada de vigilâncias ou
de seguir pessoas, até prova credível.
Nessa noite, reuniram-se, de emergância, Rosa Mota, Dias André,
Moita Flores e Felícia Cabrita. E ainda nessa noite, Dias André
reuniu-se com o Dr. Agostinho Homem, procurador-geral adjunto.
No dia 31, “o duo” foi falar com o Dr. João Guerra, no DIAP.
Fizeram “queixa” da Direcção Geral da PJ, que diziam querer proteger
Carlos Cruz. Nesse dia, essa versão foi “vendida” ao Procurador Geral.
Este resolve falar com o Director Geral da PJ apenas na segunda-feira,
já depois das detenções. O DIAP, depois de grandes discussões, avocou o
processo; e o Dr. Adelino Salvado (contra as instruções da ministra),
com medo, não se sabe de quem, ou de quê, destaca funcionários. O Dr.
João Giuerra passa a ter instalações e carros da PJ. Quando lhe são
recusados mais meios, ameaça a PJ, acusando-a de “colocar entraves à
investigação”. Não esquecer que é paranóico e esquizofrénico. E também
violento, como o provam as queixas da sua mulher, que chegou a agredir
enquanto grávida. O seu processo de divórcio é um monumento ao sadismo.
Tem um “estranho” ascendente sobre Souto Moura. Não se sabe porquê, mas o
PGR teme-o.
Na PJ, sabe-se que “a bronca vai estoirar”. Há “ratos” que “querem abandonar o barco”.
Carlos Cruz foi preso, no Algarve, no meio de uma “comédia” inventada por Dias André, com a aprovação de Rosa Mota, assim:
À porta de casa de C. Cruz, estava, de vigia, o inspector José
Carlos Rualde. Quando viu o jipe sair, com alguma bagagem, deu o alarme
de que Carlos Cruz ia fugir. Como não conduz, só meia hora depois saiu
uma mota, de Lisboa, com o inspector Macatrão que, para recuperar o
atraso, teve de ir a mais de 200 km/h. Rosa Mota avisou a GNR. Como,
mais tarde, este inspector quis desmentir que Carlos Cruz fosse a
200-250 Km/h, foi transferido, da brigada de vigilâncias. Esta mota tem
“via-verde” e os telemóveis, utilizados nessa noite, estão em nome da
Polícia. Não sabemos se os extractos estão guardados, ou se, como é
normal, quando convém, “desapareceram”.
A partir desse dia, Felícia Cabrita selecciona as notícias e as
“fontes”, como estava planeado; mesmo as que eram para ser publicadas
noutros jornais, como o DN e o Público (conforme ligações já descritas).
Assim apareceram as notícias sobre “os movimentos de grandes somas de
dinheiro, para o Brasil”, que terão sido referenciados, à Cabrita, por
Carlos Mota, que, afinal, eram pagamento de impostos; bem como “os
cartões de crédito, numa lista do FBI, para pagar “sites” com materiais
pedófilos e pornográficos”. Existia, nessa lista, um cartão em que dois
dos nomes coincidem, mas Dias André sabia que não era Carlos Cruz. Até
já tinha consultado a UNICRE, antes da detenção.
Quando Carlos Cruz foi interrogado, pelo Juiz Rui Teixeira, o
“processo” ainda não tinha as folhas todas. Ficou espaço, na numeração,
para algumas, que era suposto corresponderem a depoimentos, que o
incriminassem, que ainda não tinham sido recolhidos. Nos quinze dias
seguintes à detenção, “desfilaram”, pela PJ, dezenas de potenciais
testemunhas, a quem foi mostrada a fotografia de Carlos Cruz; e a quem
foi perguntado se ele já os tinha “comido”. Este facto pode ser
comprovado através das respectivas convocatórias; ou pelos verbetes de
entrada, que são recolhidos, de novo, à saída, para arquivar. Isto, se
ninguém “fez desaparecer” esta parte do arquivo, como já sabemos que é
prática. Dentre estas “testemunhas”, há as que entraram na PJ, saindo do
carro de Dias André.
Depois desta “triagem” “aperfeiçoaram” os depoimentos dos que
“aceitaram” dizer que sim. Estes vivem ou dormem em casas que a PJ tem,
permanentemente, alugadas, ou no Centro de Estudos Judiciários. Os seus
depoimentos são treinados por Pedro Strecht, que é outra figura central
sob ameaça. Nos depoimentos não há datas precisas, para não correr o
risco de, nesses dias, Carlos Cruz poder demonstrar que estava noutros
sítios. O Fábio (a quem chamam Joel), o jovem que denunciou o Bibi, foi
marginalizado, inclusive por Catalina Pestana e pelo próprio Ministro
Bagão Félix.
Um nome que não aparece, referido por estas “testemunhas”, é o do
Juiz Caramelo, do Tribunal da Boa Hora. Estes miúdos gabaram-se,
inclusive, que ele chegou a intervir, em julgamentos em que estiveram
envolvidos, e que os absolvia, com medo de que “abrissem a boca”.
Curiosamente, um dos grandes amigos do Juiz Caramelo, nesse tribunal,
era o Juiz Trigo de Mesquita.
Todos os actuais prostitutos, que passaram pela Casa Pia, a referiram como “um grande bordel”!
Os interrogatórios feitos aos alunos da Casa Pia foram bastante
violentos, ao contrário do que dizia Pedro Namora. Alguns recusaram-se a
voltar à PJ, devido a esse facto. Dias André usava a “técnica” de
dizer: “o melhor é confessares, porque o teu colega já contou tudo”;
conjuntamente com a técnica do “polícia bom / polícia mau”, a interrogar
e ameaçar Carlos Silvino, para o obrigar a afirmar que conhecia Carlos
Cruz.
No início, chegaram a pôr a hipótese de apontar a casa de Carlos
Cruz, como local dos abusos e orgias; mas desistiram, porque era
demasiado arriscado, corria o risco de “não pegar”, vivendo ele com a
mulher e a filha bebé. Chegaram a procurar fotos do interior da casa, em
revistas da especialidade, para ser descrita pelas “testemunhas”.
A detenção está “cheia de falhas”, que foram planeadas: ninguém
verificou se ele transportava remédios em quantidade suficiente; se
levava passaporte, ou dinheiro suficiente, para evitar levantamentos que
o denunciassem; se tinha agenda, o que ela continha; se levava muita
roupa… Não lhe ficaram com o computador portátil; não verificaram o que
continha; não foram logo a casa dele.
Dias André considerou “uma ideia brilhante” não fazer nada disso,
porque podia depois assumir como falha, que permitira a “destruição” das
provas. Chegou a afirmar: “só se fôssemos loucos é que íamos fazer
buscas e apreensões, que iam estragar tudo”. É inconcebível tanto
primarismo e ignorância juntos, num inspector da PJ; nem sabe que se
podem ler ficheiros apagados.
Dias André tentou manipular fotos, de modo a conseguir alguma
imagem, em que Carlos Cruz aparecesse com crianças, a partir,
inclusivamente, dos ficheiros do “processo do Parque”, que ele possui,
para fins privados. Estão a ser utilizadas algumas dessas fotos. O
Director Nacional foi informado da “destruição” desses ficheiros, mas a
única “testemunha” é Dias André e, eventualmente, Rosa Mota, o que dá no
mesmo. Óptimo material para chantagem e extorsão, em que Dias André é
“especialista”. Além de droga, é claro!
Por causa disto tudo, há uma rapariga que pediu para sair da
“equipa”. Anda tão assustada que nem fala com os colegas. Suspeita-se
que devido a ameaças do “duo” Dias André / Rosa Mota.
Nota: Moita Flores tem uma ligação estranha com Dias André; por um
lado toma posições, públicas, de defesa da inocência de Carlos Cruz; por
outro lado tem uma empresa que usa para “limpar” crimes, juntamente com
o seu sócio e “líder espiritual” Marques Vidal. Tem um outro líder: um
tal Santinho Cunha. Por exemplo, na Alexandre Herculano, há vários
processos por corrupção, que estão “congelados”. Os patrimónios de Moita
Flores e de Marques Vidal são incalculáveis. O primeiro acompanhou,
desde sempre, ete plano de Dis André, Rosa Mota e Felícia Cabrita;
parewce que tem alguma simpatia por Carlos Cruz, mas não hesitou em
deixá-lo cair. Consta que o seu interesse, neste caso, era oferecer os
serviços de “protecção” da sua empresa, a políticos do PS. Tentou,
várias vezes, falar com Ferro Rodrigues, com esse objectivo. Como não
conseguiu, Paulo Pedroso está preso. Tam,bem foram mostradas, aos
miúdos, fotos de João Soares e de José Sócrates, pelo menos. Suspeita-se
que estes tenham preferido pagar, para não ir fazer companhia a
Pedroso, ao contrário de Ferro Rodrigues que, no plano inicial, é que
seria o detido, em vez de Pedroso.
A ligação Dias André / Moita Flores vem de longe, bem como a
“prestação de serviços” deste, a “limpar” crimes, a bom preço. Veja-se o
caso de Eurico de Melo, a quem roubaram a pasta, com cartas
comprometedoras sobre as suas actividades pedófilas e homossexuais.
Dias André e Moita Flores estavam entre os “tipos” que “encontraram”
a mala. Quando este caso (Casa Pia) “rebentou”, Moita Flores
apressou-se a escrever, no Diário de Notícias, que a mala era do Engº
Sousa Gomes, e que apenas continha um discurso. Impõe-se perguntar:
porquê escrever isto num artigo, que nem sequer estava inserido na
crónica que tinha no DN? A resposta é óbvia: para proteger o seu
“cliente” Eurico de Melo.
Vamos então a outra faceta desta história!
Já vimos que Carlos Cruz era alvo de Dias André, que disse que o ia
“apanhar”, por o ter visto a chorar, na televisão. Por outro lado, as
ligações, embora pontuais, a José Sócrates (euro2004) e a João Soares
(eleições para a Câmara de Lisboa), colocam-no na área dos partidos
políticos a desacreditar. Neste “filme”, ele é, afinal, “o homem errado,
no tempo errado, no lugar errado”. Está inocente!
Dias André, Rosa Mota e Catalina Pestana contam, nisto tudo, com a
colaboração de Pedro Strecht. Não sabemos se ele também está a ser
chantageado, por Dias André, já que é homossexual, com alguns
comportamentos pedófilos. Mais do que um dos alunos que “passaram” pelo
seu consultório, nestes últimos seis anos, ou mais, lhe chamam
“paneleiro”. Casou há pouco tempo, à pressa, parece que para disfarçar.
Paulo Pedroso é um “caso” planeado para servir os objectivos
políticos duma certa “direita”, onde se inclui a protecção de Paulo
Portas. Tudo leva a crer que estão envolvidos alguns indivíduos de
“peso” envolvidos em pedofilia, como por exemplo (Engº Pães do Amaral,
cujas ligações a Paulo Portas são antigas; Juiz Carlos Lobo, que
partilhou, regularmente, a cama com Portas e o protege). A “zanga” com
José Braga Gonçalves foi encenada, é falsa, para desviar as atenções o
seu envolvimento na Moderna, para o “branquear”. Foi combinada entre
Braga Gonçalves e o assessor de Portas, Pedro Guerra, homem que
conheceu, no Independente, que tem também fortes ligações no Correio da
Manhã.
A notícia do jornal “Le Point” é verdadeira. Paulo Portas é
“Catherine Deneuve” e o outro ministro é Luís Filipe Pereira que, ao que
consta, se prepara para sair do governo, como fez Valente de Oliveira.
Bibi confidenciou, a pessoa da sua confiança, que Portas, Filipe
Pereira e Valente de Oliveira, eram clientes de Pedro Namora, que lhes
“arranjava” jovens casapianos, até “rebentar a bronca”, principalmente
às sextas-feiras. A alcunha de “Catherine Deneuve” deve-se ao facto de
Portas costumar ter, no carro, uma cabeleira loira.
Dias André sabe que “a zona” de Bibi, como angariador e
distribuidor, era mais o Parque Eduardo VII, onde actuava juntamente com
as “testemunhas” João Paulo Lavaredas, Francisco Guerra, Mário Pompeu,
Francisco Andrade e Mário Necho. Todos estes são prostitutos,
proxenetas, traficantes de menores; e alguns também são traficantes de
droga e toxicodependentes.
Consultando a ficha de Lavaredas, na Casa Pia e na PJ, onde tem
cadastro, percebe-se que se trata dum jovem violento e perigoso. O
inspector Fernando Baptista recebeu, em Março / Abril do ano 2000, uma
proposta de expulsão da Casa Pia. Mário Pompeu disse, à mãe, ter sido
pago para acusar Carlos Cruz; e disse, publicamente, que também iria
receber para acusar Paulo Portas. Márcio Necho conhece, de facto, Jorge
Ritto, mas nunca viu Carlos Cruz nessas “actividades”. Mantém contactos,
estreitos, com Dias André, enquanto Francisco Guerra visita, com alguma
frequência, o Bibi, pra chantagear. Entre chantagens, interrogatórios
com ameaças de pena máxima e também com droga, Dias André e Rosa Mota
mostraram, a Bibi, fotos de Valente de Oliveira, Narana Coissoró e Mota
Amaral, tudo com a cumplicidade do advogado José Maria Martins.
Preparam-se para obter um “parecer” psiquiátrico, que o dê como
“incapaz”. Elementos da PJ testemunharão a seu favor. É que Bibi não é
um “fim”! É apenas “um meio”, que está a falhar, porque não diz os nomes
que “eles” querem.
O Dr. José Maria Martins, para ganhar fama e porque está muito bem
pago pelas pessoas que financiam estas operações todas (há muito
dinheiro da droga), é cúmplice! Insiste que Bibi deve voltar a ser
internado, em Caxias, para ser drogado. Nesse estado (drogado), dirá, ou
assinará, o que Rosa Mota e Dias André quiserem. Depois é dado como
incapaz, internado, e sofre pena mínima. O médico do EPPJ tem-se oposto a
esse internamento. Não se sabe até quando aguentará!
Voltando a Paulo Portas! Mais uma vez, funciona a “protecção” de
Marques Vidal e de Moita Flores (que esteve ligado à Moderna e é maçon).
O facto é que não aparecem depoimentos a acusar Paulo Portas; nem mesmo
o que foi “prometido” por Mário Pompeu. O seu nome está a ser
“protegido” a troco de quê? Qual é o pagamento? Os dois, Vidal e Flores,
têm a seu cargo (e bem pagos) a preparação de vários aspectos da
segurança do Euro2004. Aqui entra outro “personagem” que colabora com
eles: Paulo Bernardino, que foi da DINFO (actual SIEDM). Controla mais
informação que o próprio Caimoto Duarte. Dias André foi motorista de
Paulo Bernardino e os dois contactam-se, frequentemente, para
estabelecer “estratégias”.
Pedro Namora era, pelo menos até há poucos meses, “angariador” de
jovens casapianos, para figuras importantes. O que é lógico! Só um
maluco é que se “ia pôr nas mãos” de um “básico” como é Carlos Silvino.
Seria um risco altíssimo. Com Namora há segurança!
Entretanto ninguém se admire se Marques Vidal for o próximo director
do SIS. O “polvo” fica a controlar tudo. Cunha Rodrigues não faria
melhor.
Conclusão:
O processo “Casa Pia” está todo inquinado, a “matéria” de acusação
foi forjada! As pessoas minimamente informadas até o dizem, calmamente, à
mesa dos restaurantes. Há pessoas inocentes presas.
Não sabemos se o Dr. João Guerra é cúmplice ou manipulado. Com as
suas “obsessões” é facilmente manobrável. O juiz Rui Teixeira parece ser
o enganado. Se assim for, será o último a saber.
As testemunhas são falsas, mentirosas, foram treinadas, pagas com
dinheiro e droga, para mentir. Esta mesmas moedas, dinheiro e droga,
também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como se sabe, é público, alcoólica e
cocainómana, em adiantado estado de dependência. Daí as suas
intimidades com Pinto Balsemão, de quem também é fornecedora.
Um dos coordenadores, desta monstruosidade, é Dias André, que tem um
“currículo” impressionante: 1- Falsificação de provas / 2 – Destruição
de provas / 3. Extorsão / 4. Corrupção / 5. Desobediência às chefias /
6. Ligações ao tráfico de Droga.
A droga é outra “história” muito completa. É outro “polvo” que não acabou com a suspensão de dezena e meia de agentes da PJ.
Para “abrir o apetite” e alertar as entidades máximas, deixamos algumas pistas:
- Vários barcos vão a Marrocos comprar droga. Tudo pago pela PJ;
- Há civis envolvidos, no papel de “agentes infiltrados”, mas que são apenas provocadores, na distribuição;
- Fazem-se apreensões “espectaculares”, junto dos compradores que
são angariados, pelo “infiltrado”. Setúbal e Aveiro são exemplos
famosos. Assim a imagem “vendida” pela PJ, de si própria, é de “grande
eficácia”.
- Desviam-se alguns quilogramas, antes de chegar ao armazém. É uma
espécie de “comissão” para a equipa que “investiga com sucesso”. É a
herança operacional de Dias Costa. Os seus herdeiros são: Paulo Rebelo,
“afilhado” de Laborinho Lúcio e chefe de Dias André, Ilídio Neves Luís,
Luís Neves Baptista, etc.
Perguntamos: quem é um tal Victor Ferreira, civil “infiltrado”,
íntimo de Paulo Rebelo, de quem chega a conduzir o “Alfa Romeo”? A quem
pertence o armazém da droga, da PJ, na Lourinhã?
Ficamos atentos, a aguardar os desenvolvimentos desta exposição. Se
tudo se mantiver, como até agora, este documento será enviado a toda a
comunicação social, portuguesa e estrangeira. Não aceitamos assistir,
impávidos, ao “linchamento” de inocentes. Já se foi longe demais!
Assinado: -
GOVD -
Grupo Operacional de Vigilância Democrática.
Nuno