quinta-feira, 29 de julho de 2010

Portugal Maçónico 7

Portugal Maçónico 7

... Continuando a falar do Símbolo Maçónico Internacional ( S.M.I ) a Rama de Oliveira, Acácia ou Boloteira, chamo a atenção para este pormenor na C.M.Lisboa.

Varandim da CML

O que se destaca nestas janelas, é aquela viajada Senhora a que chamam de Liberdade que antes de chegar a Portugal, liderou a Revolução Francesa e que é hoje, um símbolo Americano de Liberdade (Estatua da Liberdade).
Esta Estatua, foi oferecida pela Maçonaria Francesa aos E.U.A por se terem tornado o 1º Estado Maçónico do Mundo.
As referencias Maçónicas ligadas a construção da Estatua da Liberdade, estão bem documentadas não só pelo seu criador, que era Maçon mas também pela loja Maçónica que financiou o projecto ( que inicialmente foi feita para figurar no canal do Suez mas foi rejeitada pelo governo local ) mas também pelas inscrições na pedra base da estatua que não deixam margem para duvidas que foi criação e oferta da Maçonaria Francesa.
Só que esta senhora não é a Liberdade…pois esta estatua foi criada para ser uma representação da Deusa Isís e nada mais que isso… seguindo a tradição da adoração Maçónica/ Illuminati aos Deuses do antigo Egipto, nomeadamente, Horus e Isís.
Como Já referi na parte ? antes da instauração da República a 5 de Outubro de 1910, o Selo Oficial Português tinha esta representação.



E como referi também, no lugar de perder a Coroa mantendo o Brasão Nacional, ele foi adornado por diversos símbolos Maçónicos.

Selo Oficial Portugues


Estação barcos Sul e Sueste

As já referidas Ramas de Oliveira, as cores vermelho e verde da Bandeira da Carbonária das duas maiores lojas Maçónicas Portuguesas, o GOL e ao GLNP e também a Esfera Armilar que ao contrario do que se diz na infantil explicação da nossa bandeira nacional, não representa o mundo do ponto de vista dos Descobrimentos Portuguesas mas sim por ser um S.M.I que representa a ideia de Globalização e de uma Nova Ordem Mundial Maçónica.
O principio simbólico do Selo Oficial Português é, em tudo, igual ao logótipo da O.N.U uma vez que também este é formado pela coroa de Rama de Oliveira, circundando o globo, tal como falei no capitulo anterior.
Este símbolo, a Rama de Oliveira, é dos símbolos internacionalmente mais utilizados pela Maçonaria Contemporânea, o qual, sem que o observador saiba bem o porquê, transmite aquilo a que ele se associa, dando um ar de Oficialidade, de seriedade, qualidade e confiança, graças aos valores simbólicos propagados pela ilusão Maçónica nesta sociedade de consumo imediato, para o qual , em muito contribui as referencias católicas a Rama de Oliveira, se bem que a Maçonaria utilize na maioria das vezes, a representação do símbolo da Acácia.

Acácia 
 A planta símbolo por excelência da Maçonaria

Representa a segurança, a clareza, também a inocência e a pureza, a Acácia foi tida na antiguidade pelos Hebreus como arvore sagrada, daí a sua importância como símbolo Maçónico :. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidade da alma com diversas plantas.
A Acácia é inicialmente o símbolo da verdadeira iniciação para uma vida futura, uma ressurreição para uma vida futura.


Salazar e o Estado novo

Após a Maçonaria ter implementado a República, e a seguir a uma dictadura militar,o Prof Oliveira Salazar é nomeado após 3 mandatos como ministro das finanças para presidente do concelho de Estado.

Com a entrada de Salazar e o Estado Novo, muita informação foi e tem sido  deturpada ou muito mal explicada.
A história é nos contada da seguinte forma...

Para muitos Republicanos a Revolução de 28 de Maio representara um primeiro passo para a restauração da República.
O movimento não se repercute logo, directamente, na actividade Maçónica, até porque a liderança do regime passa para o General Óscar Carmona (Maçon) que é eleito Presidente da República em Abril de 1928, sendo alguns dos seus chefes Maçons, a Maçonaria teve até 1929 plena " liberdade de acção ", embora se começasse a sentir, gradualmente, o emergir de um aceso e virulento conservadorismo, apoiado pelas forças próximas da Igreja Católica, de há muito adversárias da Maçonaria e dos princípios defendidos pelos franco-maçons.

Em 19 de Janeiro de 1935, na recém-inaugurada Assembleia Nacional, o deputado José Cabral apresenta um projecto de lei proibindo todos os cidadãos portugueses de fazerem pare de associações secretas, sob pena de aplicação de penas várias que vão da pena de prisão ao desterro.

O projecto embora não o especifique dirige-se contra a Maçonaria.

O Grão-mestre General Norton de Matos decide escrever ao presidente da Assembleia Nacional Dr. José Alberto dos Reis, ele próprio Maçom uma carta de protesto convidando a Assembleia da República a não aprovar o projecto.
Em de Fevereiro  as forças " discretas " da Maçonaria, logram inverter a senha persecutória das novas autoridades. O projecto de lei que terá o número 2 e recebe parecer favorável da Câmara Corporativa em 27 de Março é votado favoravelmente e por unanimidade em 6 de Abril e a Ordem é banida (Lei nº 1901, de 21 de Maio de 1935"

Como consequência da Lei nº 1901, são emitidas a portaria de 21 de Janeiro de 1937 que dissolve formalmente o Grémio Lusitano ( associação profana que suporta do Grande Oriente) e a Lei nº 1950 que entrega os bens do Grémio Lusitano à Legião Portuguesa.
Muitas insígnias, objectos da colecção e documentos do Grémio são depositados na Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (futura PIDE).
Parte significativa dos arquivos Maçónicos seriam colocados a salvo sendo reinstalados após a Revolução de 1974 nas instalações do Grémio Lusitano, devolvidos á Maçonaria Portuguesa com a devolução da liberdade ao povo português.

Mas há aqui qualquer coisa estranha e mal contada no meio disto tudo...

A pergunta que se faz é,...sendo o "" General Óscar Carmona (Maçon) que é eleito Presidente da República em Abril de 1928 e sendo alguns dos seus chefes Maçons "" e sendo também "" presidente da Assembleia Nacional Dr. José Alberto dos Reis, ele próprio Maçom " como é que surge a ideia de se criar " um projecto de lei proibindo todos os cidadãos portugueses de fazerem pare de associações secretas, sob pena de aplicação de penas várias que vão da pena de prisão ao desterro."...

Algo não faz sentido nisto...
     ...e não faz porque tal como o Magistrado e investigador da Universidade de Lisboa, Costa Pimenta defende, aos 53 anos, que António Oliveira Salazar era membro da Maçonaria, tal como quase todas as figuras de relevo do Estado Novo.
Para isso, analisou vasta documentação, recorrendo à prova pericial ou científica, para produzir um livro que coloca em questão muitos dos mitos criados em torno da figura de Salazar.

Vale a pena citar um eminente historiador Português e poderoso maçon, o Prof. Oliveira Marques: "A Maçonaria de qualquer país acha-se organizada como um Estado dentro do Estado. Tem a sua Constituição, a sua lei penal, o seu código de costumes, as suas finanças, a sua lei internacional até" Note-se que nada disto se situa no domínio das teorias da conspiração; na verdade, a Maçonaria faz parte da estrutura interna dos Estados modernos. Especificamente quanto a Portugal, escreve o mesmo Oliveira Marques: "Estudar a Maçonaria do nosso país é o mesmo que estudar a História de Portugal, pelo menos a partir de 1817". Muitos países foram, aliás, fundados por Maçons. O caso mais flagrante é o dos EUA.

Há várias noções de Maçonaria, "A Maçonaria é um sistema militar universal de ensino e de governo do Homem pelo Homem, que tem por base a doutrina de Deus, Pátria e Família". Quanto aos propósitos da Maçonaria, o preâmbulo da Constituição de Berlim, que institui a Alta Maçonaria ou Maçonaria dos Altos Graus, afirma que esta "sociedade tem por objecto a união, a felicidade, o progresso e o bem-estar da família humana". Em Portugal, são conhecidas agremiações Maçónicas desde finais do século XVIII, mas há quem afirme convictamente que o próprio país foi fundado pela Maçonaria, sendo o rei D. Afonso Henriques Maçon templário.
A História regista casos de dupla pertença. Pelo que se tem observado, até se pode ser Cardeal ou Papa e maçon - o papa Pio IX era católico e maçon. Cá em Portugal, o cardeal Saraiva era católico e maçon ... até chegou a Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.

Admitindo que Salazar tenha sido Maçon, quando é que ocorreu esse afastamento e porquê? Como é que Salazar poderia ter integrado uma organização que acolheu dos mais fervorosos Republicanos e ferozes opositores ao Estado Novo?

Esse afastamento de Salazar relativamente a "Roma" deu-se em 1914, tinha ele 25 anos.
Desde então Salazar jamais se confessou ou comungou. Salazar tornou-se Maçon cerca de 20 antes do advento do Estado Novo, com cuja existência então ninguém sonhava.
O Estado Novo, corporativo, é o Estado maçónico no seu auge.
Todos os presidentes da República, todos os presidentes da Assembleia Nacional, todos os comandantes militares, todos os procuradores-gerais da República, todos os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, todos os presidentes do Supremo Tribunal Administrativos, todos os presidentes do Tribunal da Relação, todos os governadores civis, todos os directores das polícias, todos os directores da RTP eram maçons. A História não regista a prisão de nenhum opositor do Estado Novo por ser Maçon. Claro que havia opositores de Salazar que eram Maçons, sendo o mais conhecido o General Humberto Delgado.

Quando é que Salazar aderiu à Maçonaria e a que Loja? Quem é que o convidou?
Salazar foi iniciado Maçon na Loja Revolta n.º 336, em Coimbra, em 1914, no fim do seu curso de Direito, tendo adoptado o nome simbólico de Pombal. A Loja Revolta, onde se iniciaria também, por exemplo, Vitorino Nemésio, fora fundada por Bissaya Barreto, em 1909, e foi a convite dele que Salazar lá foi iniciado. Sem qualquer surpresa, a Loja maçónica Revolta jamais "abateu colunas" (nunca fechou), tendo continuado a sua actividade, serena e ininterruptamente, sem inquietação alguma, durante todo o período da Ditadura e do Estado Novo até hoje.

Salazar apenas fez o que Hitler também fez,ciente do poder que a maçonaria tem dentro dos estados,tratou de aniquilar qualquer tipo de poder que mais cedo ou mais tarde lhe pudesse ser adverso e para se chegar a esta conclusão basta fazer um pequeno exercicio que muitas pessoas deixaram de fazer hoje em dia que é...pensar pla própria cabeça e não aceitar todos os factos que  nos querem impingir,como verdades absolutas.

Ora se a Maçonaria tinha feito cair a Monarquia, que tinha poder secular,como não eliminaria, um governante que até foram eles que o levaram ao poder!


Salazar e Franco

Como sublinha Arthur Edwar Waite, a história da Maçonaria no século XX, é em grande parte a história da supressão da Ordem Maçónica nas modernas ditaduras sob Mussolini, Adolf Hitler, sob jugo comunista, e sob Franco em Espanha e Salazar em Portugal...mas todos eles,pertenciam a essas ordens efectivamente.

Para analizarem todo este assunto que rodeia se Salazar era ou não Maçon,aconcelho a leitura ( não muito facil de encontrar por razões óbvias) de...

Salazar o Maçon

Costa Pimenta
Bertrand editora.

Proximo capitulo - Portugal Maçónico 8

terça-feira, 27 de julho de 2010

Portugal Maçónico 6

Portugal Maçónico 6


Para além das cores verde e vermelho destes 3 grupos Maçónicos, as cores que vieram a tornar-se a Bandeira Portuguesa, não podemos deixar de reparar no mote Liberdade, Igualdade Fraternidade igual ao mote da Revolução Francesa que depois da Revolução Americana foi o 2º pais a ser tomado pela Maçonaria e no caso Americano, até a história foi reescrita e o primeiro presidente não foi o primeiro, foi unicamente o primeiro presidente Maçon de uma linhagem que se estende até hoje mas esse mote, também é o mote da Organização das Nações Unidas.


O.N.U

O próprio símbolo da O.N.U mostra-nos o mundo como alvo, um símbolo fácil de reconhecer depois de estarmos familiarizados, pois a O.N.U foi uma instituição criada para o domínio politico/militar mundial, senda a única organização mundial cujo os tratados assinados por um pais, são eternos e não podem ser revogados unilateralmente.
Quem entrou para a O.N.U não sai, excepto se todos os países aceitarem a sua saída, bem como qualquer documento assinado se trata de uma obrigação eterna onde todos os tratados com a O.M.S estão incluídos por serem uma ala da O.N.U.
Voltaremos ao símbolo da O.N.U mais tarde mas ainda há que analisar aquela interessante coroa em torno do Mundo.

As analogias de símbolos que podemos encontrar na Biblioteca Museu Republica e Resistência não ficam por aqui, pois o próprio logótipo da Biblioteca como mostrei, mostra-nos o all-seing-eye, o olho-que-tudo-vê.

Logotipo da Biblioteca

Para além do olho que tudo vê, pudemos notar uma versão disfarçada da estrela de Israel ou estrela dos Judeus ou estrela de David formada pelo cruzamento do triângulo amarelo e o triângulo invertido de contorno preto.

Esta representação disfarçada da estrela é muito normal e encontra-se em centenas de símbolos de instituições em particular americanas e até nas notas de Dollar, onde ao destacar esta estrela encontramos a palavra M.A.S.O.N ( Maçon )


Ou ainda no lado oposto nas notas de Dollar por cima da Águia.




As 13 estrelas em cada uma, representa cada um dos 13 estados fundadores dos E.U.A e poderiam ser representadas de diversas formas mas a escolhida, foi a estrela de David, um símbolo Internacional da Maçonaria, como pode ser comprovado pela seguinte foto do exterior de um Templo Maçónico e presente em Milhares deles por todo o mundo.


Temple square em salt Lake City, Utah USA

Presente também em documentação maçónica como nos links abaixo.


Masoretic text






A escolha de representar as estrelas sob esta forma deve-se unicamente a ser 1 símbolo maçónico incorporado no Selo Oficial de um País, também ele como Portugal guiado pelas forças da Maçonaria, logo não é de estranhar encontrar tal forma geométrica no logótipo da Biblioteca Museu Republica e Resistência, junto com o Olho-que-tudo-vê, quando também este, como já vimos acima é um símbolo utilizado na nota de Dollar americana para identificar as forças que regem aquela nação.

Por sua vez, a rama de Oliveira que a Águia segura na garra direita poderia ter vindo da Pomba de Noé mas na verdade vem também ela de um símbolo Maçónico Internacional em que são utilizados vários tipos de plantas.
Apesar da Acácia ser por Excelência a planta da maçonaria vamos encontrar esta coroa também ela formada por Ramas de Oliveira, na arquitectura não é raro encontrar esta coroa feita de Ramas de Oliveira , isto leva-nos de volta ao símbolo da O.N.U mas também ao nosso Brasão Nacional.




Muitas revoluções se deram em muitos país, muitas bandeiras mudaram mas normalmente há um regresso á bandeira anterior ou a actualização das bandeiras Nacionais retirando os símbolos reais.
Em Portugal isso não aconteceu, como devia de se esperar que a nossa bandeira perdesse única e exclusivamente a coroa real, recebemos da Maçonaria uma bandeira nova que honra a própria Maçonaria.
Quando seria de esperar que o brasão nacional perdesse ele a coroa real, a maçonaria deu-nos o Brasão que podem ver acima onde ao brasão desprovido da coroa, adicionaram símbolos maçónicos

 Esta é a bandeira do pais que nos foi confiado por nossos antepassados, o país que já foi o centro do mundo, a bandeira que foi temida e respeitada internacionalmente









 Ao passo que a Maçónica só tem marcado e acentuado a perda de influencia mundial de Portugal e decadência económica
Numa revolução não Maçónica, a bandeira teria sido simplesmente actualizada sendo-lhe retirado o símbolo real.
Sim, certamente mais singela e sem piada mas não seria tão descaracterizada de uma nação e de um povo como com a radical alteração de suas cores
O mesmo teria acontecido ao nosso brasão nacional que não seria o Logótipo maçónico que apresentei nos parágrafos acima mas sim, passaria do brasão nacional real ao brasão nacional sem a coroa.



 Com a coroa

sem coroa


Proximo Capitulo- Portugal Maçónico 7




segunda-feira, 26 de julho de 2010

Portugal Maçónico 5

Portugal Maçónico 5

Ainda nas mesmas comemorações de 1911, a Maçonaria apresentou vários carros alegóricos representando a Globalização.

A globalização era já discutida no Sec XIX , aqui a sua representação faz-se por uma coluna encimada por 1 Globo, como podem reparar, nas paredes laterais do carro pode-se visualizar perfeitamente o Esquadro e o Compasso ,2 dos símbolos maçónicos mais conhecidos e vulgares.

O carro da Maçonaria, 5 Outubro 1911
Arquivo Histórico de Lisboa

Naquele cortejo, outros carros alegóricos foram também apresentados por diversos mecanismos da sociedade portuguesa de então mas em muitos deles, a alusão era sempre a mesma, a Deusa da Democracia que a liberdade Republicana deixava adorar livremente.

A próxima foto mostra o carro dos Correios e dos Telégrafos com a Deusa da Democracia, assim como com uma coluna encimada por um globo, ambos símbolos Maçónicos Internacionais.

Carro dos Correios e dos Telégrafos
Arq Histórico de Lisboa

Esta outra foto, mostra o carro da “ Casa Pia “, com a Deusa da Democracia, o globo e um…Mocho.


O Carro da Casa Pia
Arq Histórico de Lisboa

Antes da chegada da Deusa da Democracia a Portugal, a decoração da Sala Parlamentar da Assembleia da Republica tinha este aspecto, despido de Deuses.


 Sala parlamentar da Assembleia da República antes de 1911
Arquivo Histórico de Lisboa

Depois de 5 Outubro de 1911, foram aparecendo várias “ Entidades ” pela sala, incluindo, está claro, a Deusa da Democracia e da Liberdade, situada mesmo por trás da cadeira ocupada pelo Presidente da Assembleia da República.
Esta alteração nada tem a ver com a República mas sim com a tomada, por parte da Maçonaria da primeira instituição Nacional.
A assembleia da República passou desde então a ser um Clube maçónico.



Assembleia da República actualmente Com a Deusa da Liberdade por trás da cadeira do Presidente
Arquivo Histórico de Lisboa

A relação da Maçonaria com a definitiva queda da Monarquia e implementação da Republica em Portugal, está representada num Painel de Maria Keill, no átrio da Biblioteca Museu República e Resistência.
Situada num bairro operário do principio do Séc XX, construído por Francisco de Almeida Grandela ( Maçon e grande impulsionador da queda da Monarquia e da implementação da República em Portugal, fundador dos armazéns Grandela ) esta Biblioteca Museu dedica-se ao estudo e á investigação da História contemporânea Portuguesa em articulação com Universidades e Associações Culturais

Painel de Maria Keill

No painel, um busto da Deusa da Democracia e da Liberdade é colocado abaixo da Pirâmide Maçónica/Illuminati , podemos observar ,o Delta e o olho que tudo vê, o mesmo que encontramos representado nas notas de Dollar Americanas .


One Dollar

A BANDEIRA PORTUGUESA

As cores verde e vermelho utilizadas no painel, não são obra do acaso mas antes, ao invés de uma representação das cores da bandeira Nacional que somos imediatamente e erroneamente levados a deduzir, são uma representação das cores das maiores lojas maçónicas Portuguesas.

O GOL (Grande Oriente Lusitano) e a GLNP ( Grande Loja Nacional Portuguesa)

Essas cores relacionadas com a origem da Bandeira Nacional, nasceram da bandeira Maçónica da Carbonária, grupo Maçónico com ambições politicas, responsável pelo regicídio no Terreiro do Paço

Bandeira da GLNP



Bandeira do GOL



Bandeira da Carbonária

Quando as alterações à Assembleia da Republica foram feitas, mais de metade dos deputados “” representantes do povo “” eram membros da Maçonaria e por isso, representavam unicamente os interesses da ordem e não do povo.


Hoje esse número é praticamente a totalidade da Assembleia da Republica, partidos políticos, Governo e instituições estatais, desde as governativas até ás mais banais como a Casa Pia, a Casa do Gaiato, Fundações, e santa Casa da Misericórdia e até as financeiras como o Banco de Portugal e bolsa de valores


Próximo Capitulo - Portugal Maçónico 6

Portugal Maçónico 4

Portugal Maçónico 4


O movimento Republicano sempre foi liderado pela Maçonaria que na sua ganância megalómana pelo poder, instauraram a República tendo usado de homicídios para o fazer.
Quando digo que os Republicanos eram liderados pela Maçonaria, claro que me refiro aos elementos da sua facção mais radical, a Carbonária.
Após a usurpação do poder por base de assassinatos, a Carbonária foi honrada pelos seus crimes ao ver as cores da bandeira tornarem-se, na nova Bandeira de Portugal, irei demonstrar isso no proximo capitulo

Logo no ano seguinte ,1911, a Maçonaria, iria demonstrar ás outras Nações ( a Maçonaria domina a maioria dos Países Ocidentais ) todo o seu poder, em forma de Ritual.
Muitas das cerimonias que países apresentam, apesar das pessoas não compreenderem o que se passa, são formas de Ritual tal como foi demonstrado na Serie Veritas .


A 5 de Outubro de 1911, chegou a Portugal, mais precisamente a Lisboa, de forma simbólica a Deusa da Democracia e da Liberdade, veio anunciada por Hermes, o mensageiro dos Deuses Gregos, trazendo este na Mão, uma tocha, empunhada como na Estatua da Liberdade dos E.U.A.
Vinha sentado, dando excelência a Deusa…vieram num barco que no sentido figurativo, partira da Guerra Civil Americana, passara pela Revolução Francesa, chegando ao nosso país no 1º aniversário da Instauração da República em Portugal, representado num carro alegórico apresentado pela Maçonaria no cortejo que se passeou naquele dia, pelas ruas e avenidas da Capital Portuguesa.


Carro do Comércio- Hermes sentado empunhando a tocha e a Deusa da Liberdade e Democracia de pé
( Arquivo Histórico de isboa )

Naquele carro alegórico, a Deusa da Democracia trazia ainda a aparência daquela Deusa da Democracia e da Liberdade que guiava o povo na Revolução Francesa de Eugene Delacroix.


A Deusa da Liberdade o povo por Eugene Delacroix

O Deus Hermes, o mensageiro dos Deuses Grego, por sua vez empunhava a Tocha, um Símbolo Maçónico Internacional, de forma em tudo semelhante ao modo como a Deusa da Liberdade e da Democracia empunha ainda hoje, a tocha nos E.U.A, naquela que é conhecida como a Estatua da Liberdade - uma oferenda da França àquele país, como podemos constatar nesta foto de 1886,ano em que ela ainda está em Paris a ser construída.


A Estatua da Liberdade em construção em 1886

Proximo capitulo- Portugal Maçónico 5

sábado, 24 de julho de 2010

Portugal Maçónico 3

Portugal Maçónico 3

Em 1802 tinha sido a Fundação da grande loja maçónica Portuguesa o Grande Oriente Lusitano, portanto aquando da Invasão Francesa, já muitas informações haviam passado entre um dos lados e outro.
A partir  deste momento e após a presença do «partido francês», no governo português, é reforçada com a ascensão de António de Araújo Azevedo à Secretaria dos Negócios Estrangeiros.

A 11 de Dezembro de 1804, é efectuado o Tratado de amizade e fraternidade entre as duas obediências: os Grandes Orientes de França e Portugal.
Em 1816, Foi eleito 3.º Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa Gomes Freire de Andrade. A eleição reflecte o prestígio do ex-comandante da Legião Portuguesa.
Portanto,já aqui se notava a influênçia que a Maçonaria exercia sobre cargos decisivos no aparelho de Estado.
Em 1817 a criação em Lisboa da conspiração da Sociedade Secreta e paramaçónica revolucionária (Supremo Conselho Regenerador de Portugal, Brasil e Algarves), com o objectivo de afastar Ingleses e outros estrangeiros do controlo militar do país e de promover a «salvação e independência» de Portugal através da formação de um novo governo. Os membros desta sociedade eram, na sua maioria, militares regressados a Portugal, depois de prestarem serviço no exército Napoleónico, e Maçons, como carismático grão-mestre, general Gomes Freire de Andrade.
A teia revolucionária é descoberta pelas autoridades Portuguesas e Inglesas e os seus responsáveis são severamente julgados, sendo deportados, exilados e, os mais importantes, condenados à morte e executados por enforcamento, o que veio a acontecer ao General Gomes Freire de Andrade, tido como o líder da conspiração...

Após esta descoberta, em Março, sai um Alvará publicado por ordem dos governadores de Lisboa, depois do consentimento do rei D. João VI, proibindo as sociedades secretas, em Portugal, esta medida social integra-se no contexto da política repressiva das autoridades portuguesas e inglesas contra os partidários da mudança para um regime liberal, genuinamente português.

Após quase todo o Sec XIX entre tomadas de poder e varias invasões por parte dos franceses em Agosto de 1897 dá-se a criação da Carbonária Portuguesa por António Augusto Duarte da Luz Almeida. Associação paralela da Maçonaria, esta pretendia ser uma agremiação filantrópica, filosófica, mutualista e apartidária, aquela apontava para a prossecução de objectivos politico-conspirativos. Parece ter sido introduzida em Portugal após a Revolução de 1820, tendo tido grande actividade durante a primeira metade do século, altura em que entra num longo marasmo até ao início da década de 90. Renasce com a indignação nacional subsequente ao Ultimatum Inglês e progressivamente vai-se aproximando dos meios anarquistas e republicanos radicais. Estará por detrás da tentativa de implantação da República em 1908 e dos acontecimentos de 1910.
Entre 1900 e 1906, os vários ministérios enveredaram por caminhos de centralização e repressão do poder. Num total de sete anos e nove meses, as Câmaras mantiveram-se encerradas durante seis anos e três meses. Para além do encerramento das Câmaras, procedeu-se ainda a supressão de jornais, dissolução de câmaras municipais, intervenção violenta das polícias, deportação para as colónias de anarquistas, etc.”,

Realiza-se, em Coimbra, o Congresso do Partido Republicano. No princípio do século, os efeitos da repressão monárquica, por um lado, e as dissidências no seio do partido, por outro, levaram a alguma quebra de actuação no movimento republicano. Desta forma, no Congresso de Coimbra, foram retirados os poderes ao Directório e entregues a três juntas directivas (norte, centro e sul), medida que parece ter animado, de alguma forma, os organismos de base. A agudização dos conflitos sociais, momento propicio à acção da propaganda, irá favorecer ao longo da década o esforço de reorganização do partido.

A 28 Janeiro de 1908, Dá-se a tentativa de golpe revolucionário para derrubar a Monarquia. A acção repressiva da ditadura provocara uma mudança na definição da estratégia do Partido Republicano. Gradualmente, a linha que defendia a acção revolucionária imediata foi ganhando terreno face a linha mais moderada. Esta redefinição de estratégia leva a aliança com outras forças das quais se destacam a Carbonária, entre os civis, e a Corporação dos Sargentos, entre os militares. Uma denúncia levou a prisão dos principais chefes: Luz de Almeida, Afonso Costa, Egas Moniz, João Chagas, e António José de Almeida, que mantivera Os contactos entre o Directório do Partido Republicano Português e a organização revolucionária. Privado dos seus principais chefes, o movimento veio para a rua mas foi sufocado pelas forças fiéis ao governo

Fevereiro de 1908, o ano iniciara-se com a prisão indiscriminada de vários chefes republicanos e Maçons(António José de Almeida, Afonso Costa, etc.). A agitação que se ia tornando irreprimível, a ditadura continuava a responder com a repressão.

No Terreiro do Paço o rei D. Carlos e o Príncepe Real são abatidos a tiro.

Lisboa, 1 de Fevereiro de 1908

Eram 5 e 30 da tarde, quando a carruagem que transportava o rei, a rainha e os príncipes, regressados de Vila Viçosa, voltava do Terreiro do Paço para a Rua do Arsenal, soaram tiros. Um popular aproximou-se da carruagem descoberta e desfechou uma carabina sobre o rei. A rainha, o príncipe real D. Luís Filipe e o infante D. Manuel levantaram-se para proteger D. Carlos mas dois novos tiros disparados por outra individuo atingiram mortalmente D. Luís Filipe. D. Manuel ficou ferido num braço. A rainha procurou afastar os agressores, o cocheiro fustigou os cavalos e entrou, com a carruagem crivada de balas, no pátio do Arsenal.
Os regicidas, Manuel da Silva Buíça e Alfredo Luís da Costa, foram imediatarnente abatidos. Um oficial de ourives, José Sabino Costa, que ia colocar uma carta no correio, foi tido também como regicida e morto por engano.
Os vários tiros disparados no local feriram alguns populares, que tiveram de ser socorridos.
À noite, os cadáveres do Rei e do príncipe foram levados, sob escolta, para o Palácio das Necessidades, onde foram recebidos pelo médico de serviço, D. Tomás de Melo Breyner.

TODOS FALAM MAS...NINGUÉM SABE !
Lisboa, 16 de Março de 1908



O regicidio tem dado origem às mais desencontradas versões. O presidente do Conselho de Ministros, Ferreira do Amaral, informa D. Manuel das diligências que as autoridades efectuaram para apuramento dos factos: «Tem-se chamado a depôr sobre o crime de 1 de Fevereiro toda a gente que, em jornais ou conversas, diz saber muita coisa, mas que chega ao interrogatório e responde que repetiram boatos e nada de positivo se apura. Dizem que havia mais do que os dois assassinos mortos metidos no complot; quando se lhes pergunta quem eram nada afirmam, nem sequer a cor do fato dos que a mais diziam existir. Clarissimamente não há dúvida de que não eram só dois; o que facilmente se apura do tiroteio havido, mas também tal tiroteio em parte pode ser atribuído a confusão de uma situação que não era presumível, dados os hábitos dos portugueses. Tudo isto é para Vossa Majestade ficar certo de que se não tem querido encobrir pessoa alguma, como parece que alguém tem interesse ( claro que a Maçonaria tinha todo o interesse) que se diga, uma vez que insinuam em conversas e até em sueltos jornalísticos.
Espalhou-se um boato de que houvera um inglês que dizia a toda a gente que o assassino Buiça tinha num banco em Inglaterra 6000 libras as suas ordens. Pergunta-se quem é esse inglês e ninguém o diz; pergunta-se qual é a figura, estatura ou idade provável desse inglês e ninguém sabe; insta-se para que se diga que sítios frequenta e nada se apura e nada se responde, e o inglês continua a ser um mito, uma razão para um boato, para cansar a polícia em indagações. Chego a persuadir-me que são os próprios assassinos cúmplices que propalam os boatos para desnortear os juizes

O regicídio na imprensa estrangeira

Roma, 17 de Novembro de 1909
O jornal Corriere d’Italia escreve um texto sobre os acontecimentos políticos em Portugal, onde se afirma:
«O Buiça e o Costa eram republicanos militantes: trabalhavam nas últimas filas dos revolucionários.
Livres pensadores, pertenciam à sociedade de propaganda donde teram saído todos os criminosos políticos. Homens de acção, pertenciam a uma loja secreta, a Montanha”, misto de instituição maçónica e de comité revolucionário, sem local fixo e sem estatutos, que se reúne a um simples convite dos jornais da seita, ninguém sabe aonde e que se compõe de homens capazes de tudo. Tudo deixa crer que o regicidio foi ali deliberado e que, como é costume, os executores foram tirados à sorte, visto que apenas o sorteio explicava a escolha de um dos regicidas, cujo passado se não ilustra com actos de grande coragem individual.
Não se chegou a apurar quem foram os cúmplices da emboscada e, se porventura se tentou esclarecer o caso, acabaram por concluir que era melhor guardar silencio sobre ele

Em Março a queda do ministério de João Franco, que não resistiu aos ataques da oposição, por um lado, e as vozes que começavam a responsabilizá-lo pelo regicídio, devido à publicação do Decreto de 31 de Janeiro, por outro. No dia 5 de Fevereiro seguiu para o exílio abrindo caminho á Constituição do ministério de Ferreira do Amaral. O primeiro gabinete da chamada aclamação. O novo ministério libertou os presos políticos, autorizou o regresso dos exilados, reconduziu as câmaras municipais, enfim, anulou as medidas mais contestadas do anterior governo.
5 de Abril, realização de novas eleições. O regicídio, e consecutiva subida ao trono de D. Manuel II, trouxeram consigo a demissão do ministério de João Franco. O governo do Almirante Ferreira do Amaral era constituído por membros dos partidos tradicionais (regeneradores e progressistas), e alguns independentes. Caracterizou-se, como já referimos, por uma relativa brandura e transigência; o que permitiu o crescimento rápido do movimento republicano que saiu institucionalmente reforçado após as eleições (elegeu 7 deputados). No entanto, as esperanças de que a breve trecho o partido viesse a ascender ao poder por via eleitoral, eram praticamente nulas.

Em Abril é também a realização do 1 Congresso Nacional do Livre Pensamento, em Lisboa. Grupo não católico (à semelhança de outros como a Maçonaria, a Junta Liberal, a Associação Propagadora do Registo Civil, fundada em 1895, etc.), que se intitulava sem religião, tinha como objectivo fundamental o combate ao clericalismo, tendência que, como já referimos, se encontrava em franca ascensão.
O Republicano Consiglieri Pedroso é eleito presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, uma importante instituição científica. O movimento Republicano, para além de politicamente forte, tendia a dominar as mais importantes instituições de cultura, onde a Maçonaria infiltrava todos os seus homens de confiança.
Em Dezembro, dá-se a queda do governo de Ferreira do Amaral. O novo governo assentava numa coligação e era chefiado pelo regenerador dissidente Campos Henrique.

A 24 e 25 Abril," veja-se novamente a coincidençia com datas" , é feito o congresso do Partido Republicano Português realizado em Setúbal onde, pela primeira vez, esteve representada uma organização feminina, a recém criada Liga Republicana da Mulheres Portuguesas. O crescimento da facção que defendia a acção revolucionária era tal, que do congresso saiu um novo Directório a quem foi confiado o mandato imperativo de fazer a revolução. Eram seus membros efectivos Teófilo Braga, Basilio Teles, José Relvas, Eusébio Leão e Cupertino Ribeiro dos reis, os meses que mediaram entre o congresso de Setúbal e a Revolução de 5 Outubro, multiplicaram-se os trabalhos de organizaçao do movimento para evitar que se repetissem os malogros de 1891 e 1908.
Ao Directório foi cometida a tarefa de negociar um comité revolucionário, do qual faziam parte João Chagas, Afonso Costa, António José de Almeida e Cândido dos Reis.
A comissão executiva da Junta Liberal organiza uma manifestação popular que congrega mais de 100 mil pessoas. Organização paramaçónica de propaganda liberal, a Junta foi fundada em 1900 com o objectivo de combater o clericalismo. Tendo à sua frente homens como Miguel Bombarda, António Aurélio da Costa Ferreira, Egas Moniz, Cândido dos Reis, etc., desenvolveu intensa actividade na propagação dos ideais republicanos, liberais e progressistas.
Realização, no Porto, do Congresso do Partido Republicano.
O congresso foi dominado pelo receio de que Inglaterra não aceitasse a implantação da República em Portugal, foi assim eleita uma comissão para sondar as potências europeias sobre a questão.
A 14 de Junho, a Maçonaria decide, em assembleia geral, nomear uma comissão de resistência» encarregada de colaborar de forma mais activa com a Carbonária. Dessa comissão faziam parte, José de Castro, Miguel Bombarda, Machado Santos, Francisco Grandela entre outros. António José de Almeida e Cândido dos Reis são os representantes do Directório republicano.

Então a 4 de Outubro de 1910, os cruzadores S. Rafael e Adamastor bombardeiam o Palácio das Necessidades e o Rossio. A escolha dos primeiros dias de Outubro, nomeadamente o dia, para realizar a revolução dependeu da presença no Tejo de algumas unidades navais, consideradas indispensáveis para o êxito das operações. O sinal para o início das operações, deveria partir exactamente dessas unidades navais, ao qual responderia Artilharia I. Mercê de alguma desarticulação entre os vários intervenientes no processo, o sinal não chegou a ser activado, pelo que, face a informações desmoralizadoras e perante o malogro iminente da acção, Cândido dos Reis suicida-se na madrugada do dia 4 de Outubro.
Perante incertezas e hesitações as forças revoltosas concentraram-se na Rotunda, local onde, durante a manhã, foram chegando inúmeros efectivos civis armados pertencentes a Carbonária e comandados por Machado Santos, bem como militares rebeldes que iam engrossando e moralizando o acampamento. O bombardeamento dos navios estacionados no Tejo ao Palácio das Necessidades e ao Rossio, e o receio de um desembarque em massa, acentuou o desequilibro de forças a favor dos revoltosos. Durante o resto da noite de 4 para 5 de Outubro, as forças monárquicas vão esmorecendo.

Em face do desenrolar dos acontecimentos, o Rei foge para Mafra, embarcando depois na Ericeira em direcção a Gibraltar e a Inglaterra, os contactos entre a Maçonaria Portuguesa e Inglesa


A PRIMEIRA REPÚBLICA, O FILME DOS ACONTECIMENTOS
 3 de Outubro de 1910

20 horasO Almirante Cândido dos Reis, Afonso Costa, José Relvas, João Chagas, António José de Almeida, Eusébio Leko e outros conjurados republicanos reúnem-se na casa da mãe de Inocêncio Camacho, na Rua da Esperança, 106, 3º.
Foi combinado, de acordo com planos já estabelecidos, que a revolução comecaria a 1 hora da madrugada, com uma salva de 31 tiros disparados de navios de guerra surtos no Tejo. As guarnições desembarcariam depois para iniciar em terra a revolta.
24 horas – Os conjurados reúnem-se no balneário de S. Paulo.

4 de Outubro
1 Hora e 20 – Soam tiros. Contaram-nos. Não eram 31. Pânico entre os revolucionários. Seriam os barcos a pedir auxilio ?
Cândido dos Reis é informado no cais, por um oficial da Armada, de que já havia um regimento na rua, a combater contra civis.
– Afonso Costa, Alfredo Leal e Malva do Vale saem de S. Paulo para Alcantara, para as imediações do quartel de marinheiros que estava previsto revoltar-se. Silêncio no interior. O quartel está cercado por Infantaria 1, Cavalaria 4, Cacadores 2.
– Estão na rua 3000 homens fiéis à monarquia com as baterias a cavalo. Instalaram peças nos sítios altos da cidade: Torel, Graça, Penha, S. Pedro de Alcântara.
– O comissário naval, Machado Santos, com praças da Infantaria 16, de Campo de Ourique, ataca o quartel de Artilharia 1 e apodera-se de algumas peçs.
O capitão Sá Cardoso, com um pelotão de Infantaria 16, leva uma dessas peças para atacar o Palácio das Necessidades.
– Recontros na Rua Ferreira Borges com a Guarda Municipal. – Macliado Santos, com outra foça de Infantarin 16, ataca a esquadra da polícia no Largo do Rato e arma civis.


 5 horas – As forças revoltosas, sob o comando de Machado Santos, descem a Avenida em direcção ao Rossio, são bombardeadas, retrocedem para a Rotunda e fecham as entradas para as Avenidas Fontes e Duque de Loulé.
6 horasCândido dos Reis é encontrado morto na Travessa das Freiras, a Arroios. Suicidio.
9 horasMachado Santos só dispõe de 5 peças de artilharia. Comanda 9 sargentos e 200 homens.
 Numerosos civis armados acorrem à Rotunda para auxiliar os revoltosos.
12 horas e 30 – Caiem na Rotunda as primeiras granadas das baterias de Queluz, comandadas pelo capitão Paiva Couceiro. As forças leais à monarquia fustigam duramente a Rotunda.


14 horasOs cruzadores S. Rafael e Adamastor começaram a bombardear o Palácio das Necessidades. O Governo pediu ao rei, pelo telefone, para se retirar para Mafra. O rei obedeceu. Acompanharam-no o Conde de Sabugosa e o Marquês do Faial. – O tiroteio continua na Rotunda.

5 de Outubro
 6 horas – Fogo dos revoltosos contra as forças do Rossio. De Queluz, as baterias de Couceiro atacam. Começam a desembarcar os marinheiros dos navios de guerra estacionados no Tejo.
8 horas e 30O ministro da Alemanha dirige-se à Rotunda para obter um armisticio, a fim de recolher a colónia Alemã. Leva uma bandeira branca de parlamentário, que a população julga ser o sinal da rendição. Grandes manifestações de alegria popular.


josé Relva ao Varandim

11 horasJosé Relvas, acompanhado por outros revolucionários, proclama a República de uma janela da Câmara Municipal.

A CHAVE DO EXITO
Lisboa, Outubro de 1910

O rápido sucesso do movimento revolucionário que instaurou a República deve-se, em grande parte, a colaboração da Carbonária, sociedade secreta que actua ligada A Maçonaria.
Como membro dirigente da "Alta Venda ", um dos mais importantes centros da Carbonária, Machado Santos aliciou muitos revolucionários entre praças, sargentos, marinheiros, operários, estudantes, populares em geral.
O plano de acção foi cuidadosamente montado, como revela, em entrevista a A Capital, José Barbosa, um dos membros do Directório do Partido Republicano: «A aperação agregaora representa um esforço extraordinário. Coincidiu com uma fase activissima da Carbonária, que contava no seu seio, por interferência propagandista do engenheiro Silva, soldados, cabos e sargentos de toda a guarnição da capital. Precisávamos, em cada regimento ou em cada navio, de relacionar os oficiais republicanos com as praças aderentes. Procedeu-se cautelosamente a esse serviço, pondo primeiro em contacto um oficial com um sargento e, depois, o sargento com determinado número de cabos e soldados

A República por telégrafo
Lisboa, Outubro de 1910
A noticia da aclamação da República foi rapidamente transmitida a todo o Pais. Não houve resistência. As populações aderiram entusiasticamente ao movimento de Lisboa, com toda a normalidade. Constituíram-se comissões municipais electivas republicanas locais e iniciou-se a substituição de símbolos do anterior regime. No Barreiro, a Avenida D. Luis Filipe passa a denominar-se Avenida da República e a Rua Conselheiro Serra e Moura passa a ser Rua Almirante Carlos Cândido dos Reis.

No Porto, a aclamação foi triunfal.
O vereador mais antigo, Dr. Nunes da Ponte, leu da varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declarou «perpetuamente abolida a dinastia de Bragança».
Segundo noticia o Primeiro de Janeiro, «milhares e milhares de pessoas de todas as classes invadiram as salas da Câmara e foram cumprimentar os vereadores, levando em triunfo alguns sargentos e soldados que se encontravam no meio da multidão.
Foi uma manifestação grandiosa, imponentissima».

A República no outro lado do rio
Lisboa, 5 de Outubro de 1910
O plano revolucionário teve fortes apoios na Outra Banda. Segundo Machado Santos, «os republicanos do Barreiro deviam apoderar-se do vapor da carreira, cortar as comunicações com Lisboa e vigiar a beira-mar.
Na Escola de Torpedos, em Vale de Zebro, existiam cerca de 2000 armas e 100 000 cartuchos. Se a revolução não vingasse em Lisboa, a margem sul do Tejo, com o auxilio da Marinha, tornava invencível o movimento.
Setúbal, sob a direcção do Dr. Leão Azedo, com o auxilio da canhoneira, Zaire, devia também proclamar a República».
O projecto foi cumprido. Grupos de civis sabotaram os barcos de passageiros D. Amélia e D. Afonso. As comunicações ficaram interrompidas e Lisboa isolada.
A operação em Vale do Zebro foi mais demorada. Os oficiais e marinheiros só se renderam depois de a Junta Revolucionária do Barreiro ter conseguido fazer atracar o rebocador Vitória ao cruzador revoltoso, S. Gabriel.

Pela telegrafia seguiu a ordem para Vale do Zebro: «Queiram render-se e proclamar a República.»

Os oficiais cederam, finalmente. Os tenentes Stockler e Santos Pato, ligados ao movimento revolucionário, assumiram o comando dos torpedeiros e conduziram-nos para Lisboa, junto dos cruzadores Adamastor e S. Rafael.
12 horas e 30. No Barreiro, o povo ouvia Ricardo y Alberty e João dos Santos Pimenta, membros da Junta Revolucionária local, proclamar a República

È constituido 1º gov provisório presidido por Teófilo Braga ( Maçon ), professor da Universidade de Lisboa. A morte de Miguel Bombarda (assassinado na madrugada e 3 para 4 de Outubro), e de Cândido dos Reis (que se suicidou na noite do diz 5 após a chegada de notícias desmoralizadoras face a forma como decorriam os acontecimentos), e o afastamento de Basilio Teles, desguarneceram as possibilidades de constituição do elenco governativo. A escolha de Teófilo Braga, praticamente protagonizada por Afonso Costa, viria a ser polémica entre os membros do Directório. Reservas e aposições viriam ainda a ser manifestadas pelos membros da Carbonária, a quem nenhuma pasta fora atribuída. Seja como for, em menos de um ano, o governo provisório conseguiu cumprir alguns dos pontos principais do programa republicano, bem como consolidar o novo regime, assegurar a ordem pública interna e alcançar o reconhecimento por parte das potências estrangeiras.



Logo no dia 8 de Outubro, o Governo vulgo a Maçonaria,imitando o Marquês de Pombal,efectua e ordena a Publicação dos decretos que instituem a expulsão dos jesuítas e o encerramento dos conventos. São expulsas de Portugal as ordens religiosas. Sendo a laicização do Estado e da sociedade um dos temas fundamentais da propaganda republicana, aliás, monarquia e clericalismo confundiam-se, não admira que uma das primeiras medidas a ser tomadas tivesse como pano de fundo a questão religiosa
Tentando erradicar com rapidez os vestígios do regime deposto o governo provisório tomou algumas medidas, a saber: abolição do Conselho de Estado e da Câmara dos Pares, demissão de funcionários da Casa Real, abolição de títulos, distinções e direitos de nobreza, adopção de uma nova bandeira e hino nacionais, entre outras medidas de carácter liberal, entretanto contrariadas pelo franquismo.
No dia 10,é criada a Guarda Pretoriana do Governo, a Guarda Républicana mais tarde iria dar origem a
Guarda Nacional Republicana, e extingue a Guarda Republicana de Lisboa e Porto. Ao ser proclamada a República as Forças militarizadas portuguesas consistiam na Guarda Municipal (criada em 1834 e regida pala legislação de 1890), a Guarda Fiscal (regida por decreto de 1901 a 1908) e a Polícia Civil de Lisboa. A GNR, extensiva a todo o país, tinha como funções velar pela segurança pública, policiando povoações, estradas, pontes, vias férreas, linhas telegráficas e telefónicas, etc., arcando com o exclusivismo militar das forças armadas. Foi durante anos a guarda pretoriana do novo regime. Depois de 19I9, e até 1922, a GNR conheceu uma significativa ampliação e capacidade de intervenção na vida pública, Fazendo e desfazendo ministérios e impondo a sua vontade, se necessário, pela força das armas.



26 de Outubro - Decreto que aprova os estatutos da Academia de Ciências de Portugal. Fundada em 1907 por acção de Teófilo Braga, a Academia tentava colmatar alguma quebra de produção científica da Academia de Ciências de Lisboa, bem como um certo elitismo (de outra ordem que não eminentemente científico, em que esta havia caído. Tendo como grande objectivo o progresso e a integração filosófica dos principais ramos da saber humano, a Academia viria a ter o seu Regulamento Geral em 27 de Janeiro de 1911. Não tendo correspondido inteiramente ao que dela se esperava, não sobreviveu muito tempo a morte de Teófilo Braga (1924).

1 de Dezembro, Inauguração da Bandeira Nacional Republicana, segundo o modelo de Columbano Bordalo Pinheiro... mais tarde falaremos sobre esta Bandeira e suas cores.

A 22 de Maio de 1911 é criado o decreto que institui o escudo como moeda oficial, em substituição do real. Medida que se insere nas preocupações do governo provisório, em marcar a transição do novo regime com a alteração dos principais símbolos do Estado, por forma a criar uma barreira psicológica que dificulte qualquer “restauração”. O escudo dividir-se-ia em cem partes iguais, denominadas centavos. Não se tratava, portanto, de uma reforma monetária, mas somente de uma alteração do processo de conta

Novos símbolos nacionais
Lisboa, 19 de Junho de 1911
Foram fixados por decreto a forma e as cores da bandeira portuguesa, verde e vermelha, com as armas nacionais inscritas na esfera armilar

Foram discutidos vários projectos, entre outros, o de Guerra Junqueiro, Delfim Guimarães e Roque Gameiro. As opiniões dividiram-se, favoráveis umas ao projecto de Junqueiro, que ainda mantinha o azul e branco, cores tradicionais da monarquia, favoráveis outras a um simbolo totalmente novo.
A comissão oficial, constituída por Columbano Bordalo Pinheiro, Ladislau Parreira, João Chagas e Abel Almeida Botelho, aprovou o modelo que passa a representar Portugal e a República.
A esfera armilar, «padrão eterno do nosso génio aventureiro», alia-se com o vermelho, cor da luta pelo futuro colectivo em agradecimento pelos serviços prestados pela Carbonaria.
A primeira bandeira republicana, fabricada na Cordoaria, foi hasteada no Monumento dos Restauradores. A moeda e o hino também mudaram. O real foi substituido pelo escudo e o hino da Carta pela canção patriótica A Portuguesa, com música de Alfredo Keil.

Claro que tudo isto foi feito de forma ritualistica pela Maçonaria Portuguesa, como explicarei no proximo capitulo.