quinta-feira, 22 de julho de 2010

Portugal Maçonico 2

1ª invasão Francesa

As invasões francesas foram um facto histórico maior, na História de Portugal, do qual deixámos de guardar memória e nem sequer temos como povo, nem sequer a nível das elites, verdadeira consciência das consequências que tais invasões tiveram e que se repercutem até aos dias de hoje. Sim, até aos dias de hoje!
Não sei se prepositado mas que a versão ensinada nas escolas, não condiz muito com esta.

As consequências não foram “apenas” materiais e sociais, foram doutrinárias e sobretudo políticas,vejamos.

Na parte social, as perdas humanas foram enormes e nunca ao certo contabilizadas. Estima-se que cerca de 10% da população tenha perecido não só pela acção inimiga como também pela doença, pela fome e pelo frio. Seriam cerca de 300000 compatriotas nossos, um número inimaginável nos dias de hoje, mesmo tendo em conta que hoje somos quatro vezes mais…

No mais o país ficou arrasado: a agricultura e a pecuária destruídas; os campos talados; os monumentos roubados; igrejas profanadas; cidades, vilas e aldeias incendiadas; território ermado; pontes e outras “obras de arte”, destruídas; população esbulhada e deslocada (estima-se que atrás das Linhas de Torres se aglomeraram cerca de 600000 pessoas!), todas as actividades produtivas desarticuladas.
No campo doutrinário, inocolou-se a Nação com ideias estranhas à sua matriz portuguesa, não se conseguindo ou querido, disseminá-las de um modo progressivo e adequado. A imposição de tais ideias, a maioria oriundas da Revolução Francesa, dividiu a Família Real, a Corte, as Forças Armadas e toda a Nação, dando origem a divisões políticas profundas que ainda se entrechocam nos dias de hoje. A consequência mais profunda desta divisão política foi uma guerra civil intermitente que lavrou durante cerca de 100 anos e só terminou, não completamente, porém, com a Constituição de 1933.

Pelo caminho ficaram dezenas de assuntos da maior importância por arrumar. Tenho esperança que venham a ser arrumadas.

Vamos então tentar perceber como Portugal foi abrasado pela fúria Napoleónica.
«No conjunto presente enquanto as coisas não tomam
jeito, a maior política será o maior disfarce e a melhor
negociação será a de ter boas tropas e bons navios
José da Cunha Brochado
 carta de 28 de Novembro de 1700 a El Rei D. Pedro II

Os poderes em Portugal tinham toda a obrigação de estar mais que avisados dos perigos que ameaçavam o País, tendo em atenção os graves eventos que ocorriam na Europa e no Continente Americano e, em particular, por via das ( Maçónicas ) Inconfidências Brasileiras, da Campanha do Roussilhão e da infeliz Campanha de 1801 desenvolvida contra nós por uma coligação franco-espanhola em que perdemos Olivença, ilegalmente ocupada, desde então, pela Espanha.
Lamento incomodar as consciências dos leitores sobre este ponto, mas não posso deixar de o enfatizar.
E, ainda, porque se deveria ter levado a sério a ameaça de Napoleão quando ao comentar a actuação da esquadra portuguesa, no Mediterrâneo ao lado da Inglesa, afirmou:´

”Virá o tempo que a Nação Portuguesa chorará
 com lágrimas de sangue a ofensa que praticou à República Francesa”.

Mas em vez de tirar as ilações naturais e preparar o país para um conflito mais do que certo, reforçando o Poder Nacional de todas as maneiras possíveis e preparando uma linha de actuação politica e as estratégias económica, militar, diplomática, financeira, psicológica, etc., que a sustentasse, optou-se por se tergevisar e adiar constantemente no caminho a seguir, entregando à Providência Divina a prevenção das desgraças. Não me parece até, que os actuais habitantes deste cantinho ocidental da Europa, tenham aprendido muito com os seus antepassados …

A Revolução Francesa pela dinâmica que criou, tornou a França exportadora de ideologia por atacado. Com a subida ao Poder de Napoleão, aquele país tornou-se imperialista e dispôs-se nada mais, nada menos, do que a subjugar toda a Europa e, naturalmente, todas as suas dependências ultramarinas.
Já aqui existia o sonho da dominação total e da criação de um governo mundial.
Contra a República Francesa, que tinha transformado cada cidadão num soldado e cada soldado num cidadão, levantaram-se diversas coligações, das principais potências europeias habilmente manipuladas pela Inglaterra que, defendida pelo Canal da Mancha evitava comprometer forças suas em solo Europeu, desenvolvendo toda a sua campanha no mar. As coligações foram sendo sucessivamente derrotadas pelo grande cabo-de-guerra corso, numa série de brilhantes batalhas. No mar, no entanto, a sorte era-lhe adversa.
A hora de Portugal chegou, quando Napoleão, na sequência da vitória de IENA, em Novembro de 1806, decretou em Berlim o bloqueio continental, com o que pretendia impedir todo o comércio e comunicação com a Grã-Bretanha. Em seguida, apeou a monarquia espanhola colocando um irmão seu no trono de Madrid,dando origem á falsa Monarquia que hoje existe.
Pela Paz de Tilsit, após a vitória de Friedland, que selava a derrota da Rússia, da Áustria e da Prússia, o auto proclamado imperador dos franceses, fez um ultimatum ao governo de Lisboa (e a outros países) segundo o qual teríamos que declarar guerra à Inglaterra e fechar-lhes todos os portos. E se não o fizéssemos até 1 de Setembro de 1807, o país seria invadido. Estávamos em Julho desse ano. E não contente com isso ainda mandou um “aviso”, a 14 de Agosto, que obrigava Portugal a “oferecer voluntariamente” uma elevada quantia em dinheiro e quatro mil soldados.
Nestas circunstâncias Portugal não tinha grandes escolhas (e já devia saber disso de guerras anteriores!...); ou declarava a neutralidade ou escolhia um dos lados da contenda. Em qualquer dos casos só um milagre evitaria a guerra.
A neutralidade seria o que melhor conviria aos interesses portugueses e por isso ela foi tentada. Mas era irrealista, dado que não é neutral quem quer, mas sim quem tem Poder para o fazer. Ora Portugal não tinha na altura poder suficiente para se interpor entre as duas superpotências da época. Declarar-se ao lado da Inglaterra resultaria numa invasão franco espanhola da Metrópole; mas pôr-se ao lado dos poderes continentais implicaria a perda de todo o Ultramar, de que dependia a sua existência e isso não garantia que a Inglaterra não viesse a desembarcar forças suas na Península, trazendo a guerra à Metrópole.
Por isso parecia lógico que a situação menos má fosse declarar em altura própria, a actualidade da Aliança Inglesa e preparar o país para as consequências possíveis. Nada disto se fez. A Corte e o Conselho de Estado estavam divididos, os embaixadores inglês e francês moviam as suas influências no seu seio e o próprio governo inglês na insidiosa actuação, por vezes pérfida, em que modela a sua diplomacia, nunca foi também claro no apoio que estaria disposto a facultar-nos e quando. O Primeiro-ministro William Pitt, chegou até a responder a um pedido nosso, esta frase sugestiva: “O governo de S. Majestade só ajuda os governos que, em primeiro lugar, se queiram ajudar a si próprios!”

Até ao fim tentou-se tapar o Sol com a peneira e o desespero fez até com que fossem tomadas algumas atitudes de vergonhosa subserviência e apaziguamento, sobretudo relativamente a Paris.

Foi no meio deste ambiente que surgiu a ideia de pôr a família real portuguesa a salvo no Brasil, privando assim Napoleão de deitar mão ao Poder Político português, gorando os seus projectos de domínio de Portugal. Esta ideia teve o apoio, senão mesmo a sua origem, do governo inglês. Pouco se fez, sem embargo, para a tornar viável.

Napoleão soube, em 9 de Outubro de 1807, que o governo português recusava o ultimatum e ordenou a invasão.

Por um golpe de sorte a Corte em Lisboa, soube através de um comerciante português, que tinha passado por Bayonne, da existência do Exército Francês aí estacionado, que se destinava à invasão de Portugal. Mais tarde a informação foi confirmada pelo nosso ministro na capital espanhola.
Tolhidos por uma paralisia incompreensível pouco se ia fazendo para lidar com a situação e só se soube que a invasão se tinha dado quanto Junot estava em Abrantes.

«É necessário estarmos apercebidos para nos defendermos de quem quiser ofender, porque a presteza aproveita às vezes mais que a força nas coisas da guerra. Não descansem os amigos da paz, na que agora gozam, se a querem perpetuar porque os contrários dela, se a virem mansa, levá-la-ão nas unhas.»
Padre Fernando Oliveira (estratega do sec.XVI)

Entretanto, em Lisboa reinava a confusão e o pânico. A Corte dispunha apenas de escassos 15 dias para rejeitar ou aceitar as exigências, resultantes de Tilsit.
Logo no dia 18 de Agosto reuniu-se o Conselho de Estado, tendo apenas um dos conselheiros, D. Rodrigo de Sousa Coutinho, advogando que se “fizesse guerra à França e Espanha … e (quando Portugal) não fosse feliz nas armas passasse a Família Real para o Brasil”; e o conselheiro Thomaz Villanova Portugal, insistiu na saída imediata “para o Brasil do Príncipe da Beira, com o título de Condestável e com tropa, acompanhado das infantas e de dois generais…”.
Os restantes conselheiros inclinaram-se para que Portugalse unisse à causa do Continente e fechasse os portos”.[1]
A 30 de Agosto nova reunião que aprovou a ida do Infante D. Pedro, para o Brasil à excepção de Sousa Coutinho que continuou a “sustentar que se devia fazer a guerra e na retirada, sair toda a Família Real para o Brasil”.
Esta decisão espoletou a preparação de quatro naus destinadas àquela tarefa, no Arsenal de Lisboa. A nau destinada a transportar o herdeiro do trono era a “Afonso de Albuquerque”, navio antigo mas considerado ainda em boas condições.
Logo que esta esquadra ficou pronta o Príncipe Regente decidiu informar os governos da França, Espanha e Inglaterra da decisão do Conselho de Estado. A reacção francesa consubstanciava uma declaração de guerra; a da Espanha mantinha uma contínua ameaça e a da Inglaterra limitava-se a dar conselhos, o mais importante dos quais contemplava a saída imediata para o Rio de Janeiro de toda a Família Real.[2]
Durante o mês de Outubro e face às ameaças francesas, discutiu-se na Corte qual das duas opções seria preferível: apenas a ida do Príncipe Real se de toda a Família, para a segurança das terras brasileiras.
Em Novembro a confusão aumentou, com as perturbadoras notícias chegadas de Espanha e com o exército invasor já em movimento.
A Corte ainda tentou acalmar Napoleão com a oferta de uma espada de oiro guarnecida de diamantes e a promessa de se cumprirem os seus desejos... Mas era tarde demais.
Por este tempo (11 de Novembro) arribou ao Tejo uma esquadra Russa vinda da Turquia, constituída por 9 navios que ninguém duvidou ser consequência do acordado em Tilsit entre a França e a Rússia. O Almirante Russo insistiu em vários propósitos que eram contrários aos tratados em vigor, mas tudo se lhe consentiu. E um oficial russo chegou mesmo a declarar com o maior desembaraço, que se o Príncipe os não deixasse entrar (no Tejo) dentro estava quem lhe abriria a porta…” [3].

Por aqui se pode ver quão longe teria ido a traição entre os portugueses. Estranhamente a esquadra manteve-se apenas espectadora durante todo o desenrolar dos eventos.

A 14 de Novembro uma esquadra Inglesa de cinco navios comandada pelo Almirante Sidney Smith postou-se ao largo da Foz do Tejo ficando a bloquear a costa portuguesa. Uma nova fragata britânica chegou entretanto, entrando no Tejo com a bandeira de parlamentário para levar instruções ao embaixador inglês, Lord Strangford. Este deslocou-se a bordo da força inglesa, tendo regressado a 21 de Novembro à capital, com um exemplar do jornal “Monitor” do dia 11 de Novembro, o qual continha o decreto imperial datado de 27 de Outubro de 1807, pelo qual Napoleão decidira que “a Casa de Bragança deixara de reinar em Portugal”!

O Conselho de Estado votou então pela saída imediata de toda a Família Real para o Brasil, deitando mão a todos os navios de guerra e mercantes surtos no Tejo e que fosse possível aparelhar.
A 24 de Novembro o governo Português deu conta finalmente que Junot estava em Abrantes, quando ainda o julgava em Salamanca. A invasão tinha avançado a 19 de Novembro, entre Segura e Castelo Branco. Em simultâneo um exército espanhol comandado pelo General Taranco, ocupava o norte do País... Os dias seguintes foram de desvairamento na Corte.

E em vez de embarque ordeiro, a ânsia da fuga de todos os filhos de algo do Reino resultou numa confusão indescritível, levando a que se perdessem muitos haveres, se preparassem mal os navios e os sobrecarregassem com todo o tipo de carga e passageiro em demasia. A Família Real embarcou a 27 e com eles uma multidão estimada entre 10 a 15000 pessoas, com todas as riquezas que puderam transportar.
Devido ao mau tempo (factor que deveria também ter sido equacionado com antecedência), a esquadra de cerca de 30 a 40 navios, comandada pelo Almirante D. Manuel da Cunha Sottomayor, só conseguiu largar o Tejo a 29, sendo comboiados por quatro navios de guerra ingleses. Esse foi o dia em que as avançadas do Exército francês, destroçadas e maltrapilhas, conseguiram chegar a Lisboa. Junot no seu desespero ainda avistou os navios ao longe

Todos os navios à excepção de um conseguiram atingir o Brasil numa viagem de dois meses, muito penosa pelas terríveis condições a bordo. A chegada ao Rio de Janeiro só se deu a 7 de Março de 1808. O Príncipe Regente deixou em Lisboa uma junta governativa para receber Junot e indicações para que não se molestasse os franceses, para evitar represálias.

Porém uma delegação da Maçonaria portuguesa tinha-se adiantado e ido saudar em Sacavém, os franceses como... LIBERTADORES

Tinha começado um longo calvário para a Nação Portuguesa.
«Todos os homens dos 15 aos 60 anos se armem,
 cidades, vilas e povoações que se fortifiquem.
Quem o não fizer incorre em pena de morte e as vilas
que franquearem as suas portas serão arrasadas».
Real Decreto de 11/12/1808,
incitando os portugueses a resistirem aos franceses

Afinal a resistência que com tantos receios se quis evitar brotou naturalmente do povo enquadrado pelas pequenas forças militares que restavam.

De facto uma das primeiras medidas de Junot foi licenciar o Exército português e escolher um corpo constituído pelas melhores tropas que não tardou a enviar para França. Constituíam-no seis a sete mil homens (muitos dos quais desertaram) que veio a constituir a Legião portuguesa comandada pelo Marquês de Alorna e que tão valentemente se veio a bater nas campanhas do Centro da Europa.       Apenas cerca de 100 destes bravos regressou a Portugal
Desde cedo a atitude das tropas francesas começou a gerar incidentes e revoltas. O 1º motim sério registou-se quando a bandeira nacional foi arriada do Castelo de S. Jorge e substituída pela francesa!

Em Maio de 1808, deu-se uma insurreição em Madrid contra os franceses. O contingente espanhol que ocupava o Porto prendeu o comandante francês e retirou para a Galiza. A 11 de Maio o General Sepúlveda, Governador das Armas de Trás-os-Montes revoltou-se e instituiu uma junta a que presidiu.
A revolta alastrou a todo o País. As tropas francesas conseguem debelar alguns focos. Uma intervenção inglesa é então negociada pela Junta do Porto e aqueles desembarcam a 1 de Agosto frente à Figueira da Foz.
A 17 e a 20 de Agosto travam-se os combates da Roliça e do Vimeiro. Vencidos os franceses estes negoceiam a rendição e pela Convenção de Sintra são autorizados a partir com armas e bagagens e o produto dos seus saques …
Chegou entretanto o General Beresford com a incumbência de reorganizar o Exército Português.
A cruenta guerra que se seguiu só terminou em 1814, com as tropas anglo-lusas às portas e Toulouse.

Porque não resistimos?
«Se todos os portugueses fossem como eu não restaria um só invasor…»

Jacinto Correia
Português, fuzilado pelos franceses em 25 de Janeiro de 1808

Como se pode constatar, Junot foi expulso de Portugal ao fim de seis meses. E pode verificar-se que dado o estado depauperado em que ele chegou à fronteira Portuguesa, 2 Batalhões bem adestrados e comandados seriam suficientes para o esmagar na passagem das Talhadas. Mas nunca se encarou seriamente a hipótese de resistência. Porquê?

Fundamentalmente por uma deficiente formação e escolha das elites que nos governam.
Tal facto originou na altura questões que podemos sintetizar em problemas de:
Liderança; Política; Ideologia; Traição; Ordem Psicológica; Derivados do medo

De facto o Príncipe Regente não tinha compleição nem estatura moral, intelectual e psicológica para fazer frente a tão complexos e perigosos desafios. Numa época onde eram requeridas grandes decisões, alguma audácia, exemplo e força de vontade, o futuro Rei mostrava-se tíbio, indeciso, infeliz, sem astúcia nem golpe de asa, mal aconselhado e sofrendo da forte personalidade da mulher de quem se viria a afastar.


Dos principais conselheiros e membros do governo nenhum também se destacou pelos dotes de clarividência e preserverança à excepção de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, já mencionado.

Tais características nas principais figuras com peso político no reino originaram que não se concebesse atempadamente uma clara linha de actuação política com objectivos bem definidos, nem se definiram estratégias para os alcançar. Esta indefinição além de gerar confusão de actuação, dúvidas no dever colectivo, impediu que se reforçasse adequadamente o Poder Nacional, nomeadamente a economia, a diplomacia, as forças militares e o Sistema de Informações, indispensáveis aos sucessos futuros e nas mãos de quem queria que houvesse desorganização.

Esta falta de definição de uma política teve também origem em causas ideológicas.
 As sequelas doutrinárias da Revolução Francesa já tinham chegado a Portugal e eram sobretudo disseminadas pelas lojas maçónicas, nomeadamente de rito francês e escocês, em franco desenvolvimento desde o consulado de Pombal, e por vários diplomatas e militares estrangeiros durante a sua passagem por Portugal.

Tais ideias eram fundamentalmente subversivas da ordem política existente e eram transmitidos preferencialmente à nobreza e burguesia cultas e também a alguns sectores da Igreja.

Estas questões ideológicas vieram a resultar, algumas em traição e todas, seguramente, contra os interesses nacionais da altura por terem dado origem a dois partidos: “o partido francês e o partido inglês”.
... Ora só interessava à Nação que existisse o “partido português”…

A questão ideológica não explica por si só o que atrás se afirma. Para tal concorreu também a corrupção de muitas consciências, em grande parte originados na acção de Marechal Lannes e do próprio Junot enquanto embaixadores da França em Lisboa, nos períodos que antecederam a 1ª invasão.

Finalmente adiantam-se causas psicológicas que afectaram a mente de muitas personalidades na Corte e fora dela o que teve a ver sobretudo com o mito criado pela invencibilidade dos exércitos Napoleónicos, sobretudo quando comandados pelo próprio Imperador. Isto gerou os medos mais variados (e sabe-se como o medo é mau conselheiro) e oblinolou por certo o discernimento das decisões.

Porque deveríamos ter resistido?
«O peso da mochila do soldado é
 incomparavelmente
mais leve que o peso das grilhetas do escravo».

Eisenhower

Em primeiro lugar é necessário começar por dizer que resistir a quem nos assalta a casa, neste caso a casa portuguesa, é um direito e um dever de todos os nacionais, a começar pelos mais responsáveis.
É uma questão de princípio.
Em segundo lugar por uma questão de Honra. Por muito deletérias que sejam as ideias e a moral de uma época, o conceito de honra agiganta-se sempre bem alto pela sua excelência e altivez. Transportando isto para a Instituição Militar, um Exército só se deve render quando esgotada a sua capacidade de lutar e morrer faz parte do Dever Militar, por mais que espíritos desorientados trocem da questão ou tentem inventar guerras sem mortos.
Depois porque a resistência permite o reforço da coesão e o moral nacional.
A “alma” de uma Nação tempera-se e reforça-se nas agruras e nos feitos praticados em conjunto. Em 1800 os portugueses já tinham um lastro longo de uns e de outros.
Em seguida, porque permite aumentar a nossa capacidade de negociação em termos diplomáticos, tanto durante como após o conflito. E permite a garantia dos nossos direitos, aumentando a autoridade moral.
Esta Autoridade moral diz-nos que devemos resolver de uma vez por todas este problema instalado no seio da nossa Pátria...resistindo
 Quando o Major de Engenharia Talaya com apenas 30 homens defendem a praça de Campo Maior durante 10 dias contra uma Divisão francesa, em 1811, nada há a temer, tivemos resistência.
Quem consegue fazer as Linhas de Torres Vedras, em 1810, com 108 fortes, 151 redutos, revelins e batarias, entre a Foz do Lisandro e Alhandra e guarnecê-los com 1067 peças de artilharia e 68000 homens, também teria conseguido organizar mormente a defesa em 1807, se tivesse havido vontade para isso.
Quem tem no seu seio um punhado de gente, como aqueles pescadores de Olhão que decidiram atravessar o Atlântico Sul num pequeno barco de pesca, inapropriado para o efeito, só para irem dar a notícia da expulsão dos franceses de Portugal, ao seu Rei, não há que temer opor resistência seja a quem for. E ao dito de Napoleão após a batalha de Wagram, afirmando não haver em toda a Europa infantaria como a Portuguesa, julgo que não é preciso acrescentar mais nada, pois não pode haver mais abalizado e eloquente elogio.
O Exército e o povo não se bateram no início da 1ª invasão francesa apenas e pela simples razão de que ninguém lhes deu ordem. E é nisto que reside a nossa maior vulnerabilidade como Estádo/Nação desde que o filho de Henrique de Borgonha individualizou e alargou o Condado onde ainda hoje vivemos.


Conclusão

«Com quem saiba conduzi-los, eles irão a toda a parte e combaterão quem se quiser …; marcharão sujeitando-se às maiores fadigas, sem um murmúrio, e vivendo apenas de pão e água com um dente de alho como condimento…»
Diogo Ferrer,
Oficial do Exército Britânico
(sobre os soldados portugueses, século XVIII)

A Geopolítica, cujos factores primordiais, são a Geografia e o carácter da população, sempre condicionaram, condicionam e condicionarão o “status quo” político, estratégico e social da Nação Portuguesa.

Caros leitores:

Já há muito que devíamos ter aprendido, entre muitas coisas, que é fundamental prepararmos e seleccionarmos as elites que nos governam para serem esclarecidas e patriotas que tem que se ter muito cuidado com toda a sorte de ideologias que não são conformes à matriz nacional e ao estado de desenvolvimento cultural medio da população, em cada época, ou pura e simplesmente são erradas e maléficas.
As virtudes morais e cívicas têm que ser cultivadas sem desfalecimento; que as leis têm que ser adequadas às pessoas em que se aplicam; que o desenvolvimento lento e sustentado é preferível a eventuais soluções de ganho rápido e desgarrados no tempo e no espaço; que não se deve gastar mais do que o que se produz; que quanto mais dobramos a cerviz, mais mostramos o fundo das costas,etc.
Mas, por estranha maldição, não somos capazes de aprender.

Só os povos que sabem resistir ficam na História e fazem a História. Os outros serão pasto de vontades alheias e olhados com um misto de indiferença e comiseração e isto é no que se está a tornar Portugal.
Mas para sermos donos do nosso futuro temos que reflectir constantemente sobre o passado para podermos aprender com os erros e acertos que nele se espelham.
Os portugueses já têm antiguidade mais do que suficiente como povo e uma vivência rica de acontecimentos os mais variados para poderem transformar as notícias em informações, estas em conhecimento que dão em seguida origem a sínteses de saber. Saber estar, saber fazer e saber prever.

Infelizmente e olhando a praxis política contemporânea e seus principais actores verifico que não se tem conseguido nada disto, a não ser a insistência nos erros.

Quero alertar, no entanto, que não parece terem minguado os potênciais “Napoleões” que nos rodeiam.
Já, porém, dificilmente vislumbro porto seguro para onde retirar noutra emergência.

Fontes;
João José Brandão Ferreira
TCor Pilav (Ref

Boletim do Arquivo Histórico Militar nº 46.
Valdez dos Santos, “A Viagem da Família Real para o Brasil”, pag. 5.
Valdez dos Santos, obra citada, pag. 5.

Nuno Guerreiro

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Portugal Maçónico 1

A maioria de vós, sabem que Lisboa é uma cidade com bastante património arquitectónico de imenso valor cultural.
Todos aqueles que já passearam por Lisboa, repararam nas imensas estatuas de Deuses e Deusas nas fachadas do edifícios mas quantos de nós, já parararam para se questionar o que representão? Quem foram seus autores?
A maioria dos Portugueses sabem que em 1755 ocorreu em Lisboa um enorme terramoto que devastou quase por completo toda a baixa de Lisboa.
Tendo a baixa de Lisboa ficado completamente arrasada, iria ficar em aberto, uma imensa obra de reconstrução que a Maçonaria através do Marquês de Pombal, se encarregaria de re-erguer dos escombros,  utilizando para isso todo um conceito de Arte Real,Simbolismo Oculto, Geometria Sagrada e Alquimia.
Desvendando a Lisboa Maçonica

Sebastião José Carvalho e Melo, que popularmente ficou conhecido por Marquês de Pombal, reconstruiu a Lisboa no pós terramoto à proporção de um grande templo e, segundo alguns autores e especialistas na matéria, à luz da Geometria Sagrada, tendo como cálculo base o Nº de ouro – 0,618033989… - ou seja, foi com base nesta proporção perfeita, que toda a baixa foi reedificada.
Assim, Lisboa actual em comparação com a Lisboa de antes do terramoto de 1755, e tendo como ponto de medida o eixo que divide a actual Rua Augusta, o mesmo foi rodado 13º em relação ao Norte.
Partindo deste pressuposto, somos levados a respeitar o elevado valor filosófico-hermético que orientaram os trabalhos de quem se dignou a erguer tamanha obra.



Terreiro do Paço

LISBOA: Decifrando Lisboa - (Lis+Boa) - teremos a resposta para a sacralidade expressa no seu nome. A Flor de Liz, símbolo de Iniciação e Mistério, representa o Sol Tríplice ou Santíssima Trindade, traduzida na figura pontifícia e imperial de Melki-Tsedek.
O termo “Boa” além de designar a “água” designa também a coluna salomónica Boz ou Boaz, pilar de Deus sito aos pés do Tejo, no Cais, portanto lugar representativo da cidade. Indicando a Beleza Universal, nela está a Força e o Rigor com que termina o nome de Lisboa e nessa coluna, a cidade de Lisboa, aos pés do Tejo finda.

Lisboa
Cidade das 7 colinas

AS SETE COLINAS: Lisboa, como todas as cidades de sete colinas, Jerusalém e Roma por exemplo, é considerada pela Tradição Teúrgica uma urbe sagrada.



Panorama de uma das 7 colinas


Praça do comércio

PRAÇA DO COMÉRCIO - A ENTRADA DO “GRANDE TEMPLO”
A Praça do Comércio ou Terreiro do Paço foi construído segundo o sagrado Livro de Thot, mais conhecido pelo nome de Tarot.
   
Cais da Colunas
O CAIS DAS COLUNAS: Para quem entrava por mar, a entrada no “Grande Templo” fazia-se pelo Cais das Colunas. Colunas essas tão caras à simbologia maçónica e que aqui poderão representar as colunas doTemplo de Salomão, as Colunas B e J, Boaz e Jaquin respectivamente.
As duas colunas sintetizam as duas polaridades de rigor e misericórdia, de força e beleza. A coluna B significa a força e a coluna J a estabilidade.
A coluna é um dos elementos fundamentais da arquitectura, assegurando a solidez e a estabilidade de suporte do edifício. Existem diversas referências que consideram as Colunas B e J como uma representação das colunas antediluvianas construídas para salvar os aspectos essenciais da ciência e do conhecimento, simbolicamente toda a Praça do comércio se encontra "Entre Colunas".
P.S - Na Maçonaria "Entre Colunas" quer dizer - Em Segredo, entre Irmãos .'.

Torreões dos Ministérios

TORREÕES DOS MINISTÉRIOS: Quem estiver no Cais das Colunas e de costas para o Rio Tejo observa a oriente e a ocidente os torreões dos ministérios, simbolizando igualmente as Colunas B e J. Aliás, pormenor que pode ser observado por foto aérea ou em planta e onde se pode reconhecer o desenho dessas letras.
Arco da Rua Augusta

ARCO DA RUA AUGUSTA: Deixando toda a praça para trás temos pela frente o Arco da Rua Augusta, arco esse suportado por duas imponentes colunas.
Este obra de arte tem um profundo significado esotérico. Todas as cidades alicerçadas sobre sete colinas possuem o seu Arco do Triunfo ou da Salvação. O de Lisboa é a síntese sagrada e também estética dos demais espalhados pela Europa e Médio-Oriente. Designa o Umbral dos Mistérios, a passagem das trevas para a Luz, da morte para a Imortalidade, que a Sabedoria das Idades concede
Esquina d rua d São Nicolau

Nº 17, O ARCANO DA "ESTRELA DE MAGOS"
Portugal, país sob o biorritmo do valor 17, o Arcano da "Estrela dos Magos", é em termos astrológicos guiado por Peixes e Júpiter, enquanto Lisboa é regida por Balança e Vénus, que por sua vez tem na águia o seu símbolo supremo. É exactamente essa águia que encontramos no cruzamento da Rua de S. Nicolau com a Rua Augusta, na esquina, e configurando o Nascimento para a Luz Augusta, indicadora da Perfeição Humana.
Na quadrícula da Baixa, sete ruas longitudinais cruzam-se com sete ruas transversais, intersectadas por três praças: assim se encontra, de novo, 17, o número da "Estrela dos Magos". E os nomes das ruas remetem para a terminologia alquímica - Rua do Ouro, Rua da Prata - que tem o seu desfecho na arquitectura da Praça dos Arcos.










OS ARCOS DO TERREIRO E OS ARCANOS DO TAROT
Passadas que foram as colunas de entrada no templo, encontramo-nos no centro do Terreiro do Paço. Em nosso redor temos um fabuloso conjunto arquitectónico de edifícios, edifícios esses adornados de arcadas em todo o redor. Como nada neste local foi deixado ao acaso, e porque a reconstrução da cidade foi feita por nomes ligados à maçonaria (Karl Mardel, Manuel da Maia e Eugénio dos Santos), tudo tem um propósito bem vincado, apesar de alguma secreta discrição. Contando todos os arcos, reparamos que totalizam 78 arcos. Poderiam ser mais ou menos, mas não, são exactamente setenta e oito arcos.

Pormenorizando agora a contagem, os arcos estão distribuídos da seguinte forma:
À esquerda da Rua Augusta – 11 arcos, à direita a Rua Augusta – 11 arcos, o que totaliza 22.
A ladear a Praça temos de cada lado 28 arcos, totalizando 56.
Perante estes dois conjuntos de números, 22 + 56, vamos seguir este raciocínio:

O Livro de Thot, (Tarot) é, como se sabe, constituído por 78 cartas ou lâminas, originalmente de ouro fino ou crisopeico e prata argiopeica, pertencendo as primeiras 22 lâminas aos Arcanos Maiores, ou Esotéricos, e as restantes 56 aos chamados Arcanos Menores, ou Exotéricos. Existe uma intencionalidade na própria arcaria do Terreiro do Paço ultrapassando, sem dúvida, a sua função estrutural da sua arquitectura. Os edifícios laterais contêm 28 arcos cada um, cuja soma total é de 56 arcos, ou Arcanos Menores.
Na fachada principal, à direita e à esquerda do Arco da Rua Augusta, contamos, por outro lado, 22 arcos, 11 em cada direcção. Ora 22 arcos correspondem, exactamente, ao número dos 22 Arcanos Maiores ou Iniciáticos.
Se aplicarmos a cada arco o arcano que lhe corresponde, obtemos a chave interpretativa de um ciclo completo de manifestação: relativamente aos 56 arcos, a manifestação profana, e quanto aos 22 arcos frontais, entre as Rua do Ouro e da Prata, a realização oculta.

Nota: Datado de 30.7.1951 e extraído da obra do Prof. Henrique José de Souza, O Livro do Loto, uma pequena nota que suporta algumas das teses sobre o que atrás se escreveu:

“…Repare-se como o Arco da Rua Augusta se parece com o do Palácio da Aclamação, na capital baiana. VIRTUTIBUS MAIORUM (melhor dito, MAJORUM), é o lema da Rua Augusta. De cada lado do referido Arco da Rua Augusta, figuram 11 portais. Ele é, portanto, o 23.º, como primeiro Arcano Menor. A estátua do frontispício, na sua parte mais alta, coroa um Homem e uma Mulher. Em baixo também se fala num DOCUMENTO P.P.D., que antes deveria ser L.P.D. Deve ser um lema latino referente a PORTUGAL”.
 
 
ESTÁTUA DE EL-REI D. JOSÉ À IMAGEM DE S. JORGE
Num pequeno exercício interpretativo podemos descobrir para além do simbolismo superficial e explorar o verdadeiro significado da escultura que embeleza a bela praça da baixa pombalina. Até porque, quer quem idealizou, quer quem esculpiu, possuía no seu carácter a arte e o saber iniciático de confrarias esotéricas, fossem elas (Neo) Templárias ou Maçónicas.
O cavaleiro da estátua, empunhando o ceptro imperial mandatário e cobrindo-se com um manto, semelhante aos que usavam os cavaleiros da ordem de Cristo e cuja montada branca esmaga a seus pés as vis serpentes, eternos símbolos de forças inferiores e demoníacas, sugere ser a própria imagem de S. Jorge, o Vigilante Silencioso da Pátria Lusitana. É curioso observar que D. José traja da mesma forma que os imperadores romanos. Todos estes aspectos nos remetem para a sacralidade o seu portador. Igualmente curioso, é observar que o cavaleiro possui uma farta cabeleira em cachos soltos, dando um aspecto de uma personagem do Norte da Europa.
Se recuarmos ao cerco da cidade de Lisboa, pelas tropas de D. Afonso Henriques, sabe-se que alguns templários estiveram envolvidos na preciosa ajuda da tomada da cidade. Estes cavaleiros eram na sua maioria oriundos de Inglaterra. No campo de batalha, estes cavaleiros ingleses, gritavam o nome do seu santo protector – Saint George – sendo que a infantaria de D. Afonso Henriques os seguia nesses cânticos aquando dos assaltos à cidade. Adoptando este grito e adaptando-o à língua portuguesa, rapidamente passou a ser o Santo a quem todos atribuíram a libertação da cidade de Lisboa, dos infiéis e das tais serpentes. De Saint George a S. Jorge, salvador da cidade, foi algo que ocorreu naturalmente. Interessante Ainda o facto de que na maioria das representações de S. Jorge, é comum vermos um santo cavaleiro de longos cabelos loiros, a cair em cachos sobre os ombros, numa montada branca a exterminar algum réptil.

 UMA PERSPECTIVA MAÇONICA DAS RUAS DA BAIXA POMBALINA
Passeando agora calmamente pelas ruas da baixa, podemos também questionar qual o seu significado.
Vejamos agora o que nos reservam as três ruas que compõem o conjunto do Grande Templo, não sem antes passarmos pelo nomes, Ouro, Prata e Augusta.

OURO: O Ouro puro, objectivo alquímico final era representado pelo glifo(1) do Sol. Quando pensamos em ouro, pensamos também em luz,pensamos em dia, em força que por associação nos leva a elemento masculino – Homem. (1) – Glifo: Círculo com um ponto no meio

PRATA: Na Alquimia, a Lua simboliza um outro metal importante, a prata. A prata era tida como feminina e lunar pois é frágil e por corroer-se facilmente sendo colocada em contacto com qualquer ácido ou agente agressivo (masculino). Outro processo que estava associado ao símbolo lunar é a “Unio Mystica”, processo onde a prata é acrescentada à obra alquímica que objectiva o ouro (sol). Esta união é o que na astrologia chamamos de preencher as carências da Lua através do Sol.
Assim, pensar em prata é pensar em Lua, escuridão, negro, noite, obscuridade, passividade, emotividade, em Mulher.

AUGUSTA: O que será algo augusto? Augusto significa ser-se supremo, ser-se superior, o mais importante.
Uma pequena passagem histórica pode interligar estes três elementos da toponímia da baixa pombalina:
Segundo os cânones diplomáticos, Pombal regressa a Lisboa em 21 de Dezembro de 1743. Em 14 de Setembro de 1744 recebe instruções de embarque para a corte de Viena onde chega em 17 de Julho de 1745. É nessa cidade que é iniciado maçon por influência do Imperador Franz I, um dos maiores maçons da Germânia.
Então o que é um Imperador senão uma Augusta e Suprema persona. Como maçon que era, Marquês de Pombal, e prestando obediência ao imperador, figura por quem nutria elevada estima e respeito, decidiu homenagear com a Rua Augusta, simbolicamente, a sua imponente figura, ladeadas por tão importantes símbolos maçónicos, o Sol e a Lua.

Um pequeno trecho do Livro de José Braga de Gonçalves "O Maçon de Viena", ilustra-nos pouco mais sobre a simbologia maçónica oculta nas ruas da baixa:

“(…) Assim se satisfaziam todos os gostos e requisitos maçónicos no tocante a pares de colunas à entrada do Templo-alto: duas para quem vem do Tejo, duas para quem entra na praça por terra e duas, monumentais e apenas visíveis na planta geral, demarcando a antecâmara da Cidade-Templo, a Praça do Comércio.

Fosse por onde fosse, passando duas colunas, surgiam em frente as três portas frontais do Templo de Salomão: a do meio para os Mestres e, de cada lado, uma para os companheiros e outra para os aprendizes, formadas pelas embocaduras das ruas Augusta, do Ouro e da Prata.
Depois, franqueando aquelas, surgiam três fiadas de prédios dispostos horizontalmente, por oposição aos seguintes cinco, dispostos verticalmente.
A interpretação tornava-se subitamente cristalina.
As três primeiras fiadas de prédios na horizontal representavam os três passos de entrada em Loja do aprendiz, passos ritualmente curtos e receosos ante o desconhecido.
As outras cinco fiadas de prédios, dispostos na vertical, significavam os cinco passos de entrada em Loja dos companheiros. A soma dos dois dava o número de passos de entrada em Loja dos mestres. (…)”


O CADUCEU DE MERCÚRIO

No entanto, se nos quisermos soltar um pouco da simbologia maçónica e olhar para todo este complexo conjunto de simbologia, podemos observar o seguinte:
Do Terreiro do Paço partem as principais artérias: Rua Augusta, Rua do Ouro e Rua da Prata. Quando dizemos artérias aplicamos o termo próprio, pois é de artérias que se trata. As Ruas do Ouro e da Prata, com a Rua Augusta, representam o caduceu de Hermes, ou de Thot, e como é sabido, o caduceu compõe-se duma coluna central em torno da qual sobem duas serpentes, uma dourada e outra prateada, respectivamente uma solar e outra lunar. As duas serpentes significam igualmente as duas energias fundamentais do universo, os contrários que se contemplam, atraem e repelem.
Estas serpentes representam e são as artérias pelas quais flui a energia serpentina vital, desdobrada nos seus dois aspectos complementares: o lunar que é frio e passivo, enquanto o solar é quente e activo.
Na simbólica tradicional o ouro expressa o Sol e a prata a Lua. Torna-se claro que a Rua do Ouro corresponde ao aspecto solar do caduceu, a Rua da Prata ao lunar e que, finalmente, a Rua Augusta simboliza o bastão central, canal de fusão e síntese destas duas forças polares.
Através do caduceu pombalino temos acesso às sete colinas ou selos da Boa Liz: S. Vicente, em Alfama; St.º André, na Graça; S. Jorge, na Mouraria; S. Roque, no Bairro Alto; St.ª Catarina, a partir do Camões; Santana, sobre o Largo da Anunciada, e Chagas, no Carmo. Interpretar estes sete padroeiros é interpretar o enigma críptico de Lisboa…

Retirado de;
http://lusophia.wordpress.com/

Penso que tudo este Oculltismo,toda esta simbologia descrita, não deve ter sido feita só por capricho,existe conheçimento por trás de toda esta arquitectura que continuando oculto,de certa forma,deve servir para algo.
Não será á toa que toda a base do Poder Governativo se mantém desde essa altura neste local..aqui se reunem todos os Ministérios Governamentais.
No Próximo Capitulo, escreverei,como e quando a Maçonaria implantou a suas doutrinas em Portugal, tendo o dominio absoluto a partir daí.

Proximo capitulo-  1ª invasão Francesa.


Nuno

Portugal Maçónico -- Introdução --

Portugal Maçónico

Olá a todos.
Tendo concluido a serie Veritas, onde o Objectivo pretendido foi levantar um pouco do véu acerca da Maçonaria, da sua simbologia, alguns dos seus Rituais, objectivos sociais e a forma como esta organização dita discreta  está disseminada por todo o mundo,irei então,tentar demonstrar a profundidade a que a mesma, se encontra estabelecida em Portugal,dominando por completo, todos os aspectos da nossa sociedade " Só " a partir do Séc.XVIII.
Irei por capitulos,tentar explicar como penetrou em Portugal e desde então se mantém,tornando o país, completamente aliado aos seus  interesses nacionais e internacionais, sendo Portugal, um País com alguma Importancia para a organização.

Mais uma vez, volto a referir que esta serie não tem como objectivo atingir negativamente ninguém, apenas relatar factos históricos,passados e actuais, levantando dúvidas se Portugal vive ou não,numa " Ilusão"  como Sociedade, onde nós, teremos ou não realmente o poder de escolha, tal como seria de supor numa Democracia.

Espero que gostem.

Nuno

terça-feira, 20 de julho de 2010

Iluminação e Luz


A natureza tem explicado tudo aos humanos e nós não percebemos por parecer complicado, no fundo é simples, nós é que complicamos.
Tudo o que vemos, sentimos ou ouvimos em todos os momentos das nossas vidas, são sinais e que se prestarmos atenção e usarmos uma das nossas maiores dádivas, a inteligência, iremos perceber ,nem que seja uma ínfima parte.

Para isso, temos que ser menos adultos e mais crianças.
As crianças é que sabem viver, elas é que estão certas.

Uma criança chora quando não aceita alguma coisa, ela é feliz sem saber o motivo de sua felicidade, ela vê a vida como ela deve ser vista, de uma forma simples e bela…A criança se não percebe, pergunta, ela grita pura e simplesmente porque tem vontade..ela é curiosa.
O adulto não, o adulto ao achar que viu o mundo com olhos de ver, fica desiludido, perde a vontade de ser feliz sem motivo, de gritar quando precisa, acha que é errado questionar o que não percebe, que isso é um sinal de fraqueza, deixou de ser curioso.

Mas será que o adulto viu e vê o mundo realmente da forma como ele é?

Não, ele viu a sua percepção do mundo e é uma percepção pré-programada, tão pequena e limitada que ficou desiludido quando deveria ficar irritado e gritar que “ não pode ser assim “ que “ a vida não pode ser só isto “ gritar que quer saber mais, saber mais, sentir mais, experiênciar mais, aprender mais e crescer mais…mas não, ficamos conformados com a ilusão criada e vivemos de uma forma controlável, desiludidos.
Em vez de dar-mos um passo de cada vez, sabermos como cresce um tufo de erva no meio do deserto, de repararmos como outro tufo, rebenta no meio do cimento de uma cidade…queremos sim, dar um passo gigante e ver….Deus!

Quero ver Deus afirma o jovem, “ Queres? Então olha para o Sol.” Responde o Imã…E ofuscado pelos raios de Sol, o jovem diz. “ Não consigo, os raios do Sol cegam-me “ Ao que o Imã responde “ Se não consegues ver a criação, como queres ver o criador “.
Qur´an.

E é isto, queremos ver o todo,. passando por cima dos detalhes, quando é nos detalhes que estão todas as nossas respostas.
Vocês podem pensar que os assuntos pelos quais a Maçonaria se interessa são fantásticos e que afinal fazem um excelente trabalho.
Sim, os assuntos são fantásticos e poderiam ajudar toda a humanidade, o trabalho esse, não é excelente, pois querem todo o conhecimento e iluminação só para eles…aliás, só para alguns deles… para os de topo, pois 90% dos Maçons são soldados de propaganda e desinformação e financiadores do que estão no topo, pois os mesmos são iludidos grau após grau que estão perante a Grande verdade e segredos exclusivos, únicos, mas que para isso, devem pagar para ascender ao grau seguinte.

Tolos…se pensarem a fundo, perceberão que a Maçonaria não passa de mais um esquema em pirâmide como muitos outros á volta do mundo com outros “ segredos “ mas debaixo do mesmo esquema.

Isto pode ser definido por uma simples frase.

“A linha que divide a iluminação da loucura…é muito estreita e ténue.”
Anonymous







Jacob boehme era um teólogo e místico Alemão, talvez um dos maiores alquimistas de todos os tempos.
Este Senhor, em 1600 ao observar um raio de sol a reflectir num prato metálico, acreditou que esta visão lhe revelou a estrutura espiritual do mundo, bem como a relação entre Deus e o homem e entre o bem e o mal.

 

Tudo nasce da luz!
A tese é simples demais e por ser simples, para muitos não faz sentido, pois achamos que só as coisas complicadíssimas é que fazem sentido mas imaginem;

1- Que estão num quarto escuro onde nada conseguem ver.
2- Acendam a Luz.

E desta forma, do nada nasce todo um mundo perante o nosso olhar.

A luz, dá vida á imagem.

Apesar de existirem diferentes níveis de luz, a visão humana só consegue percepcionar certos níveis dela, como exemplo, o olho humano não consegue visionar raios infravermelhos ou ultravioleta.
Cães e gatos por exemplo, ficam agitados sem motivo aparente e nós nem sequer pensamos que eles vêem algo que a nós, não nos é possível.
arrogância humana é de tal forma que os achamos estúpidos e que estão agitados por nada, só porque não vemos.
Ou seja, só porque não vemos….Não existe e portanto não há motivo para tanto alarido.

Isto é ou não é a arrogância humana no seu máximo, pois sabemos que não vemos tudo e mesmo assim, negamos o que não vemos. Tem Lógica?

O que nos salva parcialmente da estupidez provocada pela arrogância é a …ciência.

Muitos cientistas confirmam que os animais são capazes de feitos que os humanos simplesmente não conseguem.
As abelhas, conseguem ver raios ultravioletas e conseguem ver o sol num dia nublado.
Uma Coruja, consegue ver um rato a correr mesmo que camuflado por ervas altas na escuridão da noite.
Agora pensem no vosso cão que do nada, a meio da noite começa a ladrar ou o vosso gato que deitado ao vosso colo, no conforto da vossa sala, assim do nada manda um salto e bufa e foge…conseguem imaginar o que eles viram ou vêem?
A ideia alquimista de ser a luz a dar vida à imagem, foi imaginação para imensas invenções desde o 1º projector, á luz de uma vela, passando pela lanterna e até mesmo a Tv e isso prova que é uma teoria correcta.
Prova que seres de luz e de escuridão, residem em diferentes espectros de luz e escuridão e isto leva-nos novamente á existência ou não desses possíveis Jinn.
Outro ponto de extrema importância, é o ponto de intersecção entre a luz e a escuridão, pois essa intersecção define um ponto focal de energia, o ponto onde nascem as imagens e que julgo ser, o Portal entre os Mundos de Luz e Escuridão.

A Pirâmide de Giza é como uma central de energia com os seus canais de entrada de Luz, Luz essa que viaja controladamente pelo seu interior.

“ Os Demónios gostam de se sentar entre a escuridão e a Luz”
Mohammed

Seja entre a escuridão e a Luz, o conhecimento e a Ignorância, entre o bem e o mal, há sempre alguém, seja real ou mitológico, lá, sentado como que…impedindo o livre transito entre um estado e outro.
É preciso parar com esta entrada da Maçonaria na vida Social, é preciso que, quando alguém se apresente orgulhosamente como Maçon que se olhe como se ele fosse um ET para que ele se cale e pense duas vezes antes de se auto rotular.

Eles querem andar livres pela sociedade e se nós não podemos impedir que eles existam, poderemos sim no entanto, impedir que uma Sociedade Secreta se torne dominadora da nossa Sociedade.





Penso que tal como existe ( ou deveria existir ) uma separação de poderes entre as religiões e o Estado, também se torna actualmente imperativo essa separação em relação à Maçonaria depois de ser tornado um facto que elementos Maçons conspiraram, usando a rede de influências adquiridas nas Lojas Maçónicas em proveito próprio, lesando o Estado que os mesmos não pudessem ocupar cargos Públicos de relevo, evitando más interpretações e conflitos de interesses.

P.S - Actualmente, de todo o Governo só 2 Ministros não são Maçons, o que me desagrada profundamente.



Nota final

Esta série não pretendeu dar respostas, não pretendeu impor-se como a verdade absoluta.
Esta série, é um estudo e uma abordagem a estudos e pretendeu unicamente levantar duvidas, despertar interesse…lembrar que há quem esteja um passo á nossa frente, um degrau acima de nós e que não olham a meios para atingir os seus fins, por isto tudo, duvidem, duvidem dos jornais, duvidem da Tv, duvidem do professor, do politico mas sobretudo, duvidem de mim e de tudo o que lêem, tal como quando duvidam de 1 médico, pedem uma 2ª opinião.
Duvidem sempre, pois é esta duvida que nos faz crescer em busca de objectivos, o que nos deixa alerta e preparados para o possível e impossível.

FIM

sábado, 17 de julho de 2010

Veritas 17 -- Energia --

Energia




Todos os elementos da terra possuem “ Energia “.

O corpo humano, mente, coração, trabalham com electricidadeenergia “, todos os elementos existentes na terra são de uma forma ou de outra parte do corpo, basta consultar uma tabela periódica…isto leva-nos aos pontos energéticos do corpo humano chamados de Chakras e o nosso planeta também os possui e estes pontos são chamados de “Ley Lines “ ou em chinês, “ Dragon Lines ".


Chakras do corpo humano



Chakras do planeta simplificado



InterNet

Estas linhas são como uma rede que cobre todo o globo, algo que é representado quando se referem á Internet, sendo que Inter ( ligados entre si) e Net que quer dizer (Rede ).

Em todos os pontos em duas linhas se cruzam, cria-se um Vórtex e nos pontos onde muitas delas se cruzam, é formado um Vórtex de maior potencia.
O que é mais interessante neste tema é que uma boa parte do mundo cientifico confirma esta rede energética e ao verificar os locais onde muitas delas se cruzam, por incrivel que pareça, correspondem a locais onde os povos da antiguidade construíam os mais importantes monumentos cerimoniais como o mítico Stonehenge.



Stonehenge

Será que ainda ninguém se perguntou como é que os antigos sabiam coisas que só agora estamos a descobrir? Hum !

É muito simples…é tudo uma questão de história!

A informação que passa de civilização em civilização é filtrada de forma a que nem tudo chegue as mãos do povo, não podemos esquecer que antigamente só as Elites eram letradas, só elas tinham acesso ao estudo e por isso temos que aceitar que tanto eu como vocês, a maioria que está a ler este texto, por mais anos que tenhamos estudado, não sabemos de nada e no futuro, ao desempenhar as nossas profissões poderemos vir a descobrir algo que na verdade, sempre se soube mas…não chegou as massas.

Não duvidem, o conhecimento dos antigos chegou aos dias de hoje mas as barreiras educativas mantiveram e mantêm o mundo no escuro.

Temos que admitir que até agora era muito fácil esconder conhecimento, pois só algumas pessoas destas ultimas 10 gerações se questionam, investigam pelo prazer de investigar e partilham com o mundo…por mais que isso doa a quem assim não o deseje, no entanto, muitas dessas partilhas são-nos negadas, ocultadas, ridicularizadas pelo poder governativo, pois não lhes interessa que o povo tenha conhecimentos aprofundados de muita desta matéria... e diga-se de passagem, a nenhuma.

Mas porque a pressa de negar algo á partida?
Por que insistem certos intelectuais da elite formadora de opinião em negar algo que seria suposto desconhecerem?
A resposta é…porque é algo que não desconhecem…é conhecimento que necessitam de vedar.
Além de Stonehenge, Maias, Incas, Aztecas, Egípcios, Sumérios, Babilónios, Romanos, Gregos, Europeus Medievais etc. construíram monumentos religiosos nestes locais sob estes Vórtexs energéticos?

Hoje, existem outras construções nestes locais, tais como; O parlamento Inglês, O Antigo WTC, Torre Eifel, Reichtag, Torres gémeas de Petronas e muitas muitas outras.


Torre Petronas

Ainda hoje, estes locais são escolhidos para centros de poder decisório, industrial, centros de eventos desportivos como estádios ou até mesmo os locais onde se realizam os jogos Olímpicos.

Os jogos Olímpicos de 2012, estão a ser construídos no terceiro maior Vórtex do Reino Unido e não é uma coincidência….pois todas as estradas circundantes ao local possuem nomes Biblicos….acham mesmo que é coincidência?
Será coincidencia as letras do Logótipo do  Jogos Olimpicos 2012 formarem a palavra ZION?
Será ZION uma abreviação de ZIONism?



Eu tenho a minha opinião, vocês devem formar a vossa.
Se estiverem interessados em saber mais acerca destas coincidençias,procurem no google por Rick Clay.
Rick Clay desapareceu misteriosamente quando após pesquisas relacionadas com a familia Real Britanica e a realização dos jogos Olimpicos,apareceu " Suicidado " e o Blog que mantinha actualizado,desapareceu imediatamente...mesmo quando ainda hoje se tenta repor material histórico recolhido por ele,rapidamente é censurado desaparecendo quase que imediatamente...mesmo assim,consegue-se apanhar alguma coisa no Youtube, inclusivel uma entrevista dele de 12 partes, muito boa para quem entender razoavélmente Inglês.


Mas vocês podem perguntar…O que é que a Maçonaria beneficia ao conhecer estes locais de maior carga energética?

1º- Estes monumentos podem alterar a carga eléctrica de onde estão localizados.

2º- Esta energia poderá drenar a carga natural da Terra.

Mas acima de tudo…

3º- Estes monumentos poderiam ter sido construídos como Portais de corrente eléctrica que poderiam servir de entrada de energia e ou consciência extra dimensional e mesmo extra terrestre, tal como saída de energia/consciência terrestre, pontos de meditação/iluminação.

Eles podem saber aplicar essa concentração energética como um ponto de entrada ou saída fisica do nosso planeta para um outro ponto do espaço através de rituais onde poderão usar essa mesma energia acumulada das emoções libertadas por essas mesmas massas humanas, tal como referi em capitulo anterior.

Sabemos hoje que existem pontos que facilitam o lançamento de foguetões para o espaço que se aproveitam do movimento gravitacional da terra e possivelmente desses Vórtex e não é uma vez mais coincidência estarem situados nesses mesmos locais.


"E os jinn foram criados de uma chama sem fumo"
Qua´ran

G = Gate = Portal

A Maçonaria e outras sociedades secretas poderão saber ou querer saber como usar estes Portais, independente do caso, é algo que deveria ser conhecimento humano e não de uma pseudo Elite Secreta, pois estes locais seriam os ideais para se usar o Merkaba..quer deles quer de terceiros que não estejam cientes e preparados.

Nestes locais podermos encontrar alguns do maiores estádios de futebol do mundo e isto é algo que desperta ainda mais a minha curiosidade, pois é um local de forte carga energética e onde os humanos libertam mais carga energética ainda que sob a forma de euforia, violência, várias emoções e o meu fascínio por este facto é ( ainda) não entender o que se pretende neste caso em particular.



A titulo de curiosidade, o maior Vórtex em Portugal situa-se em Sintra.

Próximo capitulo - Iluminação e luz